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35% de etanol na gasolina? É o que defende o Presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta sugeriu o aumento durante um conferência sobre açúcar e etanol; mistura atual é de 30%, válida desde junho

Por Nicolas Tavares
21 out 2025, 09h57 • Atualizado em 21 out 2025, 11h46
sustentabilidade
Bomba de combustível de etanol (Acervo/Quatro Rodas)
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  • A mistura de etanol anidro na gasolina, atualmente fixada em 30%, pode subir para 35%. A proposta foi defendida publicamente nesta segunda-feira (20) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a 25ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, em São Paulo.

    “Hoje, já temos 30% da mistura da gasolina com etanol e vamos lutar para que avancemos aos 35%”, afirmou Motta. O movimento acontece pouco tempo depois do último reajuste: o percentual da mistura já havia sido elevado de 27% para os atuais 30% neste ano.

    Etanol

    A defesa do aumento tem como objetivo fortalecer a indústria nacional de biocombustíveis e acelerar a descarbonização da matriz energética, alinhando-se às diretrizes de programas recentes como o Mover.

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    O caminho para essa mudança já está parcialmente pavimentado. O projeto de lei “Combustível do Futuro”, aprovado na Câmara em 2024, autoriza o Poder Executivo a elevar o percentual até o teto de 35%, desde que haja comprovação de viabilidade técnica.

    Do ponto de vista técnico, a mudança não é um problema para a frota flex, maioria no país. Esses motores são projetados para funcionar com qualquer mistura de gasolina (E35) até 100% de etanol hidratado (E100), estando aptos a rodar com o novo combustível.

    Frasco com etanol no Laboratório de Análise do CTC.

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    O desafio, no entanto, está nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, como modelos importados ou mais antigos. Esses motores são calibrados para misturas inferiores e podem sofrer com o aumento da proporção de etanol. O setor de transportes já manifestou preocupação sobre os impactos que a E35 poderia causar nesses motores.

    Entre os riscos técnicos para carros não adaptados estão o funcionamento com mistura pobre (menos poder energético), o que pode levar à detonação (“batida de pino”), e a redução da vida útil de componentes como mangueiras, bombas e vedações, que podem não ser compatíveis com a maior concentração do biocombustível.

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    Além disso, há um trade-off de eficiência. O etanol anidro possui menor densidade energética que a gasolina pura. Na prática, a gasolina E35 terá um consumo em km/l ligeiramente maior que a atual E30, exigindo idas mais frequentes ao posto para o motorista, embora resulte em menor emissão de carbono.

    Embora alguns especialistas apontem que o aumento para 35% é tecnicamente viável, a lei exige estudos de impacto. A implementação dependerá de um consenso entre os produtores de etanol, as distribuidoras e as próprias montadoras, que precisarão validar a nova mistura para toda a sua linha de veículos.

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