Honda Prelude atrasou testes para ser surpresa no Salão do Automóvel; veja vídeo
Confirmado para o mercado brasileiro, o icônico cupê retorna como um híbrido focado no prazer ao dirigir, herdando motor do Civic e suspensão do Type-R
A Honda confirmou o retorno de um de seus nomes mais icônicos ao mercado brasileiro. A nova geração do Honda Prelude chegará ao Brasil em 2026. A confirmação foi feita durante o Salão do Automóvel de São Paulo, sendo que nem mesmo sua aparição era esperada.
Para garantir a surpresa, a Honda precisou adiar o início dos testes e de todo processo de homologação do novo Prelude. Afinal, se fosse visto rodando suas carroceria cupê seria facilmente reconhecida, mesmo sob forte camuflagem. Todo o trabalho da engenharia da fabricante japonesa começará após o Salão do Automóvel, que vai até o próximo dia 30 de novembro.
Esta nova geração do Honda Prelude não só resgata um nome histórico como também preenche uma lacuna deixada pelo fim da produção das versões cupê dos Civic e Accord, uma carroceria que tem demanda nos Estados Unidos e na Europa.
Sua parte técnica, porém, é bastante exótica: ele combina o conjunto híbrido e:HEV do Civic com uma dinâmica de condução refinada por componentes do Civic Type R. No passado, usava os giradores motores VTEC, sem qualquer tipo de eletrificação.
Câmbio manual virtual
Sob o capô, o Honda Prelude 2026 utiliza o mesmo conjunto mecânico do Civic e:HEV. Trata-se do motor 2.0 de ciclo Atkinson a gasolina, que atua prioritariamente como gerador de energia para alimentar os motores elétricos de tração. Este motor, sozinho, entrega 142 cv e 18,5 kgfm, mas quem move o Prelude na maior parte do tempo é o motor elétrico de 184 cv e 32,1 kgfm. A potência combinada é de 203 cv e o torque máximo é os mesmos 32,1 kgfm do motor elétrico.
O foco não é a força bruta, mas a entrega linear de potência. Cabe ao câmbio e-CVT dar uma animada no conjunto. Ele recebeu um software capaz de simular trocas de marchas manuais. A intenção é engajar o motorista na condução, permitindo que ele “sinta” as reduções e acelerações como em um câmbio mecânico tradicional, contornando a linearidade monótona típica dos híbridos e CVT.
Dinâmica afiada pela divisão R
Se o motor foca na eficiência, o chassi garante a diversão. A engenharia da Honda foi na prateleira e pegou peças do Civic Type R. O cupê herda componentes de suspensão, direção e freios da versão mais extrema do hatch médio.
Essa mistura compensar o peso extra das baterias do sistema híbrido. Com um centro de gravidade baixo e uma carroceria rígida de duas portas, a promessa é de um carro com inserção em curvas precisa e pouca rolagem, mantendo a tradição de dirigibilidade da linhagem Prelude.
Por dentro, o Prelude 2026 mantém a configuração 2+2 lugares, embora o espaço traseiro seja, como de costume em cupês desse porte, restrito. O painel é praticamente o mesmo do Civic, com tela flutuante da central multimídia e pelo painel de instrumentos digital configurável. A diferença fica por conta de bancos com desenho mais esportivo e acabamentos exclusivos que remetem à performance.
O lançamento no Brasil está agendado para o segundo semestre de 2026, chegando pouco tempo após sua estreia nos mercados globais. O novo Prelude ocupará uma faixa de preço superior à do Civic Híbrido (hoje na casa dos R$ 265.000) e servirá como vitrine tecnológica da marca, disputando a atenção de entusiastas que buscam exclusividade e tecnologia, mas que ainda não estão prontos para migrar para esportivos 100% elétricos.
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