General Motors pode vender Opel e Vauxhall para o grupo PSA

Caso o negócio se concretize, grupo francês se tornará o segundo maior da Europa

Opel Astra Turbo Opel Astra Turbo

Opel Astra Turbo (Reprodução/Internet)

O Grupo PSA Peugeot-Citroën poderá adquirir a alemã Opel e a britânica Vauxhall, ambas subsidiárias da General Motors na Europa. A possível aquisição tem o objetivo de melhorar a rentabilidade e eficiência operacional do conglomerado francês. Para a GM, a venda significaria um alívio por conta dos prejuízos acumulados no continente – e uma saída à francesa do mercado europeu, onde a marca Chevrolet já não atua mais.

Segundo o comunicado divulgado pela PSA, “o grupo está explorando numerosas iniciativas estratégicas com a GM”, o que inclui uma possível aquisição da alemã Opel e da britânica Vauxhall. Porém, “não há garantia de que um acordo será alcançado”.

A Opel confirmou, também por meio de comunicado, que sua aliança desde 2012 com o Grupo PSA (para a fabricação e o compartilhamento de componentes de SUVs) gerou “sinergias substanciais” entre ambas as fabricantes. Além disso, tanto a marca alemã quanto a PSA “examinam regularmente outras possibilidades de expansão e de cooperação”.

De acordo com o site Automotive News, ainda não há mais detalhes da possível compra da Opel pela PSA. Porém, caso o negócio seja fechado, o Grupo PSA (em conjunto com a Opel e a Vauxhall) viria a ultrapassar a Renault e se tornar o segundo fabricante com maior participação no mercado europeu, com uma fatia de cerca de 16,3%. Atualmente, a Volkswagen mantém a hegemonia nas vendas do velho continente, tendo 24,1% de participação segundo dados de 2016.

A provável venda da Opel ao Grupo PSA daria um alívio à GM após anos de prejuízos com suas subsidiárias na Europa (foram US$ 257 milhões só em 2016). No entanto, ao mesmo tempo perderia sua principal marca no continente — que detém grande importância estratégica para a GM, além de ser uma das mais tecnológicas no seu portfólio.

Já a PSA Peugeot-Citroën voltou a lucrar após ser salva pela chinesa Dongfeng e pelo governo francês em 2014. Ao adquirir a Opel, o grupo francês poderia aumentar sua escala e otimizar gastos, além de acesso à engenharia da Opel, hoje bastante focada em carros elétricos.

No Brasil, tal especulação pode ser recebida com saudosismo, pois colocaria um ponto final definitivo no intercâmbio de modelos entre a Chevrolet brasileira e a Opel alemã – uma relação que já rendeu modelos de grande sucesso, como Corsa, Vectra, Omega e, num passado mais distante, Opala e Chevette.

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