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Gasolina e diesel estão mais caros nos postos antes de reajuste da Petrobras

Levantamento da ANP revela alta nos combustíveis nos postos brasileiros; conflitos de Israel e EUA contra o Irã pressiona a cotação internacional do petróleo

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
12 mar 2026, 19h12 •
Posto de combustível na Zona Sul de São Paulo
Posto de combustível na Zona Sul de São Paulo (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
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  • O motorista brasileiro já sente no bolso o reflexo de um cenário global conturbado. Na passagem de fevereiro para a primeira semana de março, os preços médios da gasolina e do óleo diesel registraram alta nos postos brasileiros, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    Entre os dias 22 e 28 de fevereiro, o preço médio do litro da gasolina comum no Brasil era de R$ 6,28. No levantamento seguinte, referente à semana de 1 a 7 de março, o valor médio cobrado nas bombas subiu para R$ 6,30 o litro.

    O preço do litro do diesel S10, combustível mais demandado por veículos de carga e picapes médias, apresentou um salto mais expressivo no mesmo período: passou de R$ 6,09 para R$ 6,15. A gasolina aditivada e o diesel comum (S500) também acompanharam o movimento de alta, chegando a R$ 6,51 e R$ 6,08, respectivamente.

    Na contramão dos derivados de petróleo, o etanol hidratado apresentou um leve recuo no período, passando de R$ 4,63 para R$ 4,61 o litro. Já o GNV (Gás Natural Veicular) manteve a estabilidade, estacionado na média de R$ 4,35 por metro cúbico.

    O peso da geopolítica no tanque

    caminhão - diesel
    Caminhão-tanque abastece posto de combustível no Plano Piloto, região central de Brasília (Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)
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    A escalada dos preços dos combustíveis fósseis no mercado interno não é um movimento isolado, mas sim um reflexo das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Os recentes confrontos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã geraram um alerta global sobre a segurança energética, impactando fortemente a cotação do barril de petróleo tipo Brent — a principal referência internacional de preços de combustíveis fósseis.

    O temor do mercado em relação a possíveis bloqueios em rotas cruciais de escoamento, como o Estreito de Ormuz, ou ataques a infraestruturas de produção, força a cotação do petróleo para cima. No entanto, ainda que o custo global do barril interfira no cálculo do custo dos combustíveis no Brasil, ainda não houve reajuste oficial nos preços praticados pela Petrobras para as distribuidoras.

    O aumento do preço dos combustíveis em alguns postos, neste momento, está relacionado a uma expectativa de um aumento dos preços da Petrobras para as distribuidoras de combustíveis. O aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional (escalou dos 70 dólares em 23 de fevereiro para quase 120 dólares na segunda-feira, 9), chegou a aumentar a demanda por combustíveis nas distribuidoras brasileiras. Nesta quinta-feira, o custo do Brent ficou ao redor dos 100 dólares.

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    No momento atual, porém, ainda existe a expectativa por algum aumento por parte da Petrobras. A expectativa de aumento, porém, é maior para o diesel. Isso porque grande parte do diesel consumido no Brasil é importado.

    Historicamente, o mercado de transportes e de automóveis de passeio no Brasil é vulnerável a esses choques externos. O encarecimento do diesel, por exemplo, não atinge apenas os proprietários de picapes, mas afeta toda a cadeia logística, pressionando o valor do frete e, consequentemente, a inflação de bens de consumo.

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