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Econômicos? Carros de entrada às vezes custam mais caro na hora da revisão

Há modelos muito amigos do seu bolso na hora de revisão, mas fique esperto: nem sempre carro mais barato de comprar é mais barato de manter

Por Guilherme Silva e Leonardo Barboza - Atualizado em 8 Maio 2020, 18h38 - Publicado em 10 Maio 2020, 07h00
Fiat Mobi
Carro mais barato do Brasil, Mobi é um modelo salgado no preço das revisões Pedro Bicudo/Quatro Rodas

Os hatches compactos costumam ser o primeiro carro da maioria das pessoas, por serem mais baratos que carros de outros segmentos.

A faixa de preços dos zero-quilômetro no mercado brasileiro começa em R$ 35 mil, mas já começa a chegar à casa de R$ 100 mil, dependendo do modelo e versão.

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Na hora da compra, o consumidor nem sempre se atenta ou pesquisa os custos de manutenção. Em alguns casos, muita gente acaba comprando um modelo mais barato e menos equipado por achar que vai gastar menos com as revisões.

Baseados nos preços das revisões programadas até 60.000 km (a cada 10.000 km ou uma vez por ano) informados nos sites das fabricantes, mostramos que os valores podem variar entre versões de um mesmo modelo.

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Ou que as idas à concessionária nesse período podem custar mais ao dono de um compacto popular que ao proprietário de um hatch esportivo.

Plano de revisões do Kwid é mais condizente com seu preço Christian Castanho/Quatro Rodas

Renault Kwid e Fiat Mobi Easy são os carros novos mais baratos do Brasil (cada um custa R$ 34.990), mas os preços de suas revisões são discrepantes.

Enquanto as seis revisões do primeiro custarão R$ 2.857,60, o plano de manutenções do rival sairá por R$ 4.164.

Ao final dos 60.000 km, o dono de um Mobi pagará o mesmo valor que a Fiat cobrará pelas revisões de um Argo 1.8 automático, que custa praticamente o dobro (parte de R$ 64.990 na versão Precision).

HB20 é um dos modelos com precificação mais em conta e coerente para as revisões Fernando Pires/Quatro Rodas

Uma das poucas marcas a dar cinco anos de garantia para os seus carros, a Hyundai apresenta pequena variação nos preços das versões do HB20. Os valores somados das seis revisões das versões equipadas com o motor 1.0 aspirado (partem de R$ 46.490) totalizam R$ 2.726,68.

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No caso das variantes com motorização 1.6 aspirada (a partir de R$ 57.990), incluindo o aventureiro HB20X (R$ 62.990), as idas à concessionária sairão por R$ 2.899,33.

Já os donos das versões movidas pelo novo motor 1.0 turbo com câmbio automático (começam em R$ 67.190) terão de pagar R$ 3.188,97 pelas revisões.

Surpresa: manter um Onix turbo custa menos do que um aspirado Christian Castanho/Quatro Rodas

Ao contrário do HB20, o Chevrolet Onix cobra um pouco mais pelas revisões das versões de entrada com motor 1.0 aspirado (parte de R$ 53.050): R$ 3.032.

As configurações com propulsor 1.0 turbo, embora sejam mais caras (preço inicial de R$ 60.390), acabam custando R$ 20 a menos do que as 1.0 aspiradas ao final do plano de manutenção (R$ 3.012 vs R$ 3.032).

O Ford Ka tem esquema parecido. As revisões da versão de entrada S 1.0 (R$ 48.380) custam R$ 3.544, R$ 200 a mais que as da topo de linha Titanium 1.5 automática R$ 71.390.

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Toyota Yaris
Yaris também surpreende com pacote de revisões mais em conta que o do Etios Christian Castanho/Quatro Rodas

No caso dos Toyota Etios e Yaris, há uma pequena diferença a favor do modelo mais caro. As revisões para qualquer versão do Yaris (a partir de R$ 66.990) totalizam R$ 3.053,30, enquanto as do Etios (começa em R$ 52.190) somam R$ 3.074,53.

A Volkswagen é outra marca que cobra menos do modelo mais caro. As revisões do Polo custam R$ 4.437,15 para a versão de entrada 1.0 MPI (R$ 54.790) e R$ 4.737,06 no caso da 1.6 MSI (R$ 64.690).

As variantes equipadas com o motor turbo 1.0 TSI e câmbio automático (partem de R$ 69.990) cobram R$ 4.867.

Só que, no caso da versão esportiva GTS 1.4 turbo (R$ 102.500), a Volks só começa a cobrar a partir da revisão de 40.000 km, totalizando R$ 2.224,10 quando o carro chegar aos 60.000 km.

Polo GTS tem as três primeiras revisões subsidiadas e fica com a manutenção mais barata que as demais versões Fernando Pires/Quatro Rodas

Já o Gol 1.0 (R$ 48.790) tem plano de revisões que sai por R$ 4.549; para a versão 1.6 manual (R$ 54.790), custa salgados R$ 5.270,80, o valor mais alto da pesquisa.

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Curiosamente, a manutenção programada do Gol 1.6 automático (R$ 59.590) sairá um pouco mais em conta: R$ 4.937,16.

Mais monovolume que hatch, o Honda Fit é bastante elogiado pela mecânica confiável e robusta. No entanto, ele é um dos que mais cobram pelas revisões até 60.000 km.

O pacote de manutenção para qualquer versão do Fit (vão de R$ 62.800 a R$ 86.500) custará ao proprietário nada menos que R$ 5.113,21.

Entre os compactos, nenhum cobra tão caro pelas revisões quanto o Honda Fit Divulgação/Honda

Muita gente ainda torce o nariz para carros de marcas francesas pelo histórico de manutenção cara dos modelos antigos.

Apesar de não figurarem entre os hatches com revisão mais em conta, Citroën C3 e Peugeot 208 (ambos partem de R$ 58.990) cobram R$ 4.125 e R$ 4.143, respectivamente, pelas checagens na concessionária até os 60.000 km.

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São valores muito próximos aos R$ 4.120 que a Fiat pede pelas revisões de um Uno Attractive 1.0 (R$ 44.190), por exemplo.

A Renault informa que as revisões do Sandero 1.0 (parte de R$ 49.390) custam R$ 3.105,80, ínfimos R$ 0,30 a mais que as do Kwid Intense/Outsider).

O preço sobe para R$ 3.517,53 no caso de qualquer uma das versões com motor 1.6 (começam em R$ 58.490), incluindo o aventureiro Stepway (preço inicial de R$ 63.090).

No caso do esportivo Sandero RS (R$ 70.690) com motor 2.0 de 150 cv, câmbio manual de seis marchas e suspensão preparada, as revisões saem por R$ 4.572,90.

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