Doze equipamentos simples que todo carro deveria ter

Em alguns casos, nem os custos podem ser usados como justificativa

Ajuste de altura para o cinto de segurança

Volkswagen Up! não tem ajuste de altura nos cintos de segurança

Volkswagen Up! não tem ajuste de altura nos cintos de segurança (Marco De Bari/Quatro Rodas)

O interior é (ou deveria ser) projetado para oferecer ergonomia adequada para pessoas de qualquer estatura. Por isso, regulagem de altura no banco e no volante são importantes, mas não tanto quanto o ajuste de altura para o cinto de segurança.

Sem ele, há chances de o cinto passar rente ao pescoço mesmo quando tem ajuste de inclinação. Essa falta é percebida em carros de vários segmentos, como o Volkswagen Up!, o Chevrolet Cruze e até o novo Land Rover Discovery.

 

Porta USB

Por opção das montadoras, alguns carros de luxo (como o Audi A3) não possuem porta USB

Por opção das montadoras, alguns carros de luxo (como o Audi A3) não possuem porta USB (Pedro Bicudo/Quatro Rodas)

Foi-se o tempo em que o USB servia para conectar a impressora ao computador. Hoje, essa conexão é fundamental mesmo em automóveis: você a usa para ouvir músicas de dispositivos móveis e carregar o smartphone (que insiste em ficar com a  bateria nas últimas).

Mas o Up! com central Maps&More e o Audi A3 (até a linha 2016) não oferecem nenhuma entrada USB. O jeito é comprar um adaptador para a tomada de 12V – e rezar para que ele não quebre muito rápido.

 

Repetidores de seta nos retrovisores ou para-lamas

Retrovisor com pisca do Fit 2006. Até hoje alguns carros não têm este item

Retrovisor com pisca do Fit 2006. Até hoje alguns carros não têm este item (Christian Castanho/Quatro Rodas)

É muito comum que os motoristas não tenham campo de visão suficiente para ver se a seta do carro ao lado está ligada. Um repetidor de seta nos espelhos externos ou mesmo nos para-lamas resolve o problema – ainda mais nos carros cujo pisca fica na parte interna, e não nas bordas dos faróis. Aliás, o equipamento é item de segurança obrigatório na Europa.

No Brasil, como não há legislação específica, nem mesmo modelos completos como o Chevrolet Cruze têm repetidores nas laterais – o modelo vendido nos Estados Unidos conta com o recurso nos retrovisores.

 

Indicador de marcha em carros automáticos

Nos Audi, o carro mostra a marcha em uso mesmo em modo “Drive”

Nos Audi, o carro mostra a marcha em uso mesmo em modo “Drive” (Divulgação/Audi)

É normal que veículos com transmissão automática não mostrem no painel em qual marcha o câmbio está funcionando (a não ser que esteja em modo sequencial). Só que isso faz muita falta para motoristas que desejam analisar mais a fundo o funcionamento do conjunto de motor e câmbio em diferentes momentos – como por exemplo a marcha que está sendo utilizada em regime de cruzeiro na estrada.

Para acompanhar a evolução das marchas, os carros poderiam adotar a solução de alguns Volkswagen e Audi: a marcha em uso é indicada ao lado do onipresente “D” em modo automático.

 

Botão de volume giratório

A central MyLink 2, da Chevrolet, ganhou botões físicos em sua segunda geração

A central MyLink 2, da Chevrolet, ganhou botões físicos em sua segunda geração (Joao Mantovani/Quatro Rodas)

Teclas e comandos são projetados para ser intuitivos. Ou seja, para que o motorista não precise desviar sua atenção ao operá-los. Mas nem sempre é assim. Controlar o volume pela tela touchscreen é quase perigoso: você não tem a identificação tátil (portanto precisa olhar para onde está encostando), e o acionamento costuma demorar.

Ainda não inventaram maneira mais rápida e segura de ajustar o volume do que através do botão giratório, principalmente quando é necessária uma mudança drástica – ou quando você se esquece de que há aquele botão de função Mudo no volante.

 

Ajuste milimétrico dos bancos

Família Gol mantém o ajuste do encosto por polia

Família Gol mantém o ajuste do encosto por polia (Divulgação/)

Existem motoristas que não conseguem dirigir enquanto não encontram a inclinação perfeita para o encosto do banco. Quando o ajuste é feito por alavancas, exigindo o trabalho do corpo para realizar o movimento, fica quase impossível fazer uma regulagem milimétrica – trata-se de um impedimento técnico do equipamento, que funciona por catracas.

O sistema de polia, acionado por comando giratório, é a melhor solução. Nem deve custar mais caro – mas algumas montadoras, talvez por teimosia, preferem torturar o condutor em busca da posição de dirigir mais adequada.

 

Vidros elétricos com função “um-toque”

Comando de acionamento dos vidros elétricos: função “um-toque” apenas para o motorista

Comando de acionamento dos vidros elétricos: função “um-toque” apenas para o motorista (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Esse recurso permite que os vidros sejam abertos ou fechados totalmente com apenas um toque no botão. Alguns carros atuais nem contam com o sistema, como o Up!. Outros têm a função apenas para o motorista, caso da maioria dos carros de origem asiática.

Neste último caso, acaba tornando-se comum o condutor se esquecer de fechar completamente os outros vidros, deixando frestas abertas nas portas sem a função um-toque.

 

Marcador de temperatura do líquido de arrefecimento

Hyundai HB20 tem marcador de temperatura digital

Hyundai HB20 tem marcador de temperatura digital (Marco De Bari/Quatro Rodas)

Os fabricantes têm optado por eliminar esse indicador de seus carros. Sua função é mostrar variações de temperatura que podem indicar falha no motor. Contudo, é raro ver um motor moderno (lê-se com menos de 20 anos) superaquecer.

Por causa disso, as fábricas estão suprimindo o termômetro – só a luz-espia denuncia a temperatura excessiva do propulsor. O problema é que quando a luz-espia acende, o problema já foi consumado. Pelo menos em teoria, um termômetro convencional pode indicar ao motorista que algo não está certo com mais antecedência, antes de o motor ferver.

 

Faróis com desligamento na chave

A não que os faróis desliguem na chave ou o carro tenha acendimento automático, as chances de esquecer as luzes ligadas são grandes

A não que os faróis desliguem na chave ou o carro tenha acendimento automático, as chances de esquecer as luzes ligadas são grandes (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não existe alerta de faróis ligados tão eficiente quanto a solução mais simples de todas: desativar as luzes quando o carro é desligado. Modelos um pouco mais sofisticados possuem sensor crepuscular (ou função Auto). E diversos carros disparam um alarme sonoro quando as portas são abertas com os faróis ligados e a chave fora do contato.

Quando nenhuma dessas funções estão disponíveis, entretanto, as histórias de luzes ligadas e bateria descarregada se acumulam – principalmente de dia, quando a percepção de que os faróis estão acesos é menor.

 

Velocímetro digital

Velocímetro digital facilita a consulta do motorista

Velocímetro digital facilita a consulta do motorista (Marco De Bari/Quatro Rodas)

Os velocímetros analógicos não precisam necessariamente ser substituídos por telas de alta definição. Mas ter o velocímetro digital de apoio no computador de bordo ajuda bastante.

Se você vive em cidades – ou roda por estradas – povoadas de radares, o velocímetro digital é ainda mais útil, permitindo manter-se no limite de velocidade com mais precisão.

 

Função um-toque para seta

Função que aciona a seta para mudanças de faixa é mordomia útil

Função que aciona a seta para mudanças de faixa é mordomia útil (Marco De Bari/Quatro Rodas)

Basta um leve toque na haste de seta e o indicador pisca três vezes. Ou cinco, no caso dos Fiat e Jeep. O recurso é útil em mudanças de faixa, em que essas breves piscadas são suficientes para alertar os motoristas ao redor. Isso também evita que o motorista tenha de desarmar a seta após a manobra.

Mesmo assim, modelos de sucesso (e nem um pouco baratos) como Hyundai HB20 e Toyota Etios não têm o um-toque nem em suas versões mais caras.

Vidros com fechamento global

No mundo ideal, todo carro teria fechamento dos vidros automático ao trancar o carro pela chave No mundo ideal, todo carro teria fechamento dos vidros automático ao trancar o carro pela chave

No mundo ideal, todo carro teria fechamento dos vidros automático ao trancar o carro pela chave (arquivo/Quatro Rodas)

Pelo menos no Brasil, há um mistério envolvendo o sistema de vidros elétricos que se fecham sozinhos quando o carro é trancado pela chave. Pouco tempo atrás, até modelos populares como a linha Gol e o Ford Ka ofereciam o equipamento – que garante que nenhum vidro fique aberto quando você aciona a trava.

Hoje, eles estão cada vez mais restritos aos modelos mais caros. E são diversos os exemplos de veículos de categoria superior que não contam com tal comodidade. Não há justificativa para isso: é possível ativar a função com um módulo eletrônico vendido como acessório, com preços a partir de R$ 60.

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  1. Mesmo com muito reportagens compradas (e publicações vendidas) uma montadora está afundada em dívidas e estagnada.

  2. Corrigir o trecho que fala sobre o ajuste milimétrico dos bancos, está escrito mnotadoras!

  3. Alex Bellissimo Pimenta

    Acredito que o que motivou as montadoras a retirarem o fechamento global da maioria dos veiculos de hoje seja reclamações e ações por acidentes com o mesmo. Como moro em Ribeirão Preto SP, que faz altas temperaturas o ano todo me obrigando sempre a usar o climatizador e tamebm por questao de seguranca só ando com os vidros fechados. Portanto esta função de subida automatica nao me faz falta.Mas deveria ser um item de serie podendo configura-lo como habilitado ou nao habilitado.

  4. Daniel Louzada da Fonseca

    Tem coisas aí dispensáveis, como vidro um toque que podemos viver sem eles, mas, esqueceram-se de uma coisa importantíssima…Regulagem elétrica de farol….quando colocamos pessoas no banco de trás o carro geralmente levanta um pouco a frente, ocasionado o ofuscamento dos veículos que trafegam em sentido contrário…Alguns veículos, mesmo 0km vem com o farol desregulado e essa possibilidade ao condutor seria muito boa…

  5. Gabriel Medeiros

    Pra mim, item indispensável é o ajuste de altura do banco do motorista. Impressionante existirem carros sem isso (fiquei chocado na reportagem do Ka Trail, de 50 mil).
    Tacometro (conta-giros) no painel tb é item importantíssimo nos manuais.

  6. Concordo com todos os itens listados, mas acrescentaria o acendimento automático dos faróis ao dar a partida. Em tempos de multas nas estradas ao esquecer de acendê-los, seria de grande valia. Além de que, evitaria que boa parte dos “mautoristas” que circulam pelas cidades circulassem à noite apenas com as lanternas acesas. Aliás, não entendo a razão de se exigir faróis acesos durante o dia (nas estradas) e aceitar que andem apagados à noite nas cidades. Aproveitei essa lei e mudei de hábito: agora ando sempre com os faróis acesos, mesmo de dia. Como meu carro apaga tudo ao ser desligado, não corro o risco de ficar sem bateria e, creio, fico mais visível para os pedestres inclusive durante o dia.

  7. Artur Cavalcante

    Acho que tinha que ser proibido as setas ficarrm no lafo central do parachoque. Tambem prefiro o repetidor de seta no paralama. Acabar com o marcador de temperatura é o cumulo. Tambem prefiro a regulagem do banco giratorio, muito simples e facil de regular, embora nao consegue dar saltos grandes na regulagem.

  8. Junior Douglas Florintino

    Só discordo dos velocímetros digitais. Os analógicos, p/ mim, são mais bonitos e tem mais a ver com um carro, e são tão precisos quanto os digitais. O velocímetro analógico é uma representação gráfica, e sempre os gráficos transmitiram mais rapidamente a informação que os números ou tabelas.
    Ao ler o velocímetro digital, de imediato você tem a informação da velocidade que está e quanto a baixo ou acima da ideal está. Ao contrário, ao ler o velocímetro digital, você terá o trabalho de construir mentalmente esta distãncia, que o analógico já te daria de pronto.