Comprovado: vir é melhor do que ir
Estudo explica a impressão de que a viagem de volta é mais rápida que a de ida
Você já deve ter sentido isto no carro: as viagens de volta parecem ser mais curtas que as de ida. Mesmo quando o caminho em ambos os trechos é o mesmo, a impressão é de que a viagem é mais rápida para retornar. Há até um nome para o fenômeno: efeito de viagem de retorno.
Para alguns pesquisadores da Universidade de Tilburg, na Holanda, isso ocorre porque somos relativamente eficientes em estimar a duração de uma viagem, mas nem tanto para relembrar quanto tempo um trecho durou. Isso, claro, sem olhar para o relógio. O estudo, liderado pelo psicólogo Niels van de Ven, sugeriu duas teorias. Uma diz respeito à familiaridade. O holandês afirma que, assim como uma tarefa repetida tende a exigir menos tempo para ser executada do que quando é feita pela primeira vez, um trecho conhecido é percorrido com mais facilidade – ou com menos expectativa.
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E é justamente a expectativa a segunda explicação do pesquisador holandês: fazemos instintivamente um ajuste mental de tempo em relação à duração da viagem. E nos surpreendemos porque o novo horário é menor do que havíamos estimado no trecho de ida. Fora isso, além de bagagem, carregamos expectativas em relação ao evento. Na volta, não há ansiedade alguma.
No estudo holandês, 69 pessoas foram submetidas a um teste de ida e volta com os mesmos destino e origem, com duração de 40 minutos. Sem relógios, eles tiveram que estimar quanto tempo cada trajeto levou. Na média, os participantes estimaram a duração da ida em 44 minutos – e a volta em 37.
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