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Com V6 híbrido de 830 cv, nova Ferrari 296 GTB não deixa saudade dos V12

Primeiro seis cilindros desde a lendária Dino, o motor já chega conquistando recorde para um carro de produção

Por Guilherme Fontana 24 jun 2021, 13h07
Ferrari 296 GTB
Nova Ferrari 296 GTB: “definindo diversão ao dirigir”, segundo a italiana Divulgação/Ferrari

Após muitos anos de promessas e expectativas, a primeira Ferrari com motor V6 depois da saudosa Dino finalmente foi revelada. Híbrida plug-in, a nova 296 GTB chega para brigar diretamente com o McLaren Artura e substituir a F8 Tributo, que deixará de ser produzida em 2022.

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Para isso, a novata italiana é equipada com um motor V6 2.9 biturbo de 663 cv unido a uma unidade elétrica de 167 cv, resultando em 830 cv de potência total e 75,5 kgfm. O câmbio tem 8 marchas e o modelo estabeleceu um novo recorde de potência específica para um carro de produção, com 221 cv/l.

Ferrari 296 GTB
Nova 296 GTB é a berlinetta mais compacta da última década a surgir de Maranello Divulgação/Ferrari

De acordo com a marca, o superesportivo é capaz de ir de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e, de 0 a 200 km/h, em 7,3 segundos. A velocidade máxima ultrapassa os 330 km/h.

Quatro modos estão disponíveis para condução. O eDrive movimenta o veículo de 1.477 kg apenas com o motor elétrico, oferecendo autonomia de até 25 km a uma velocidade máxima de 135 km/h. O Hybrid é o modo padrão, que funciona com os dois motores ao mesmo tempo, gerenciando a melhor entrega de potência e torque de acordo com a exigência da situação e do motorista, podendo funcionar com apenas um deles.

No Performance, ideal para uma direção mais esportiva, o motor a combustão fica sempre ligado para melhorar o desempenho e fornecer energia para a bateria em tempo integral. Por último, o Qualify oferece o máximo da 296 GTB.

Ferrari 296 GTB
Designers renunciaram a qualquer truque aumentasse o volume aparente do esportivo Divulgação/Ferrari

Ainda segundo a Ferrari, o novo motor V6 (a 120° e com ordem de disparo 1-6-3-4-2-5) pesa 30 kg a menos do que a unidade V8 utilizada em modelos anteriores, graças às dimensões compactas e o uso de materiais leves. Isso faz com que o peso adicional do sistema elétrico seja compensado. Além disso, o motor elétrico melhora as saídas da inércia por ter torque instantâneo.

As turbinas foram completamente redesenhadas e passaram a utilizar ligas de alto desempenho. Assim, prometem ser 24% mais eficientes em relação às utilizaras anteriormente nos motores de 8 cilindros, com as rotações aumentadas para 180.000 rpm. Outros aprimoramentos passam por arquitetura do motor, câmara de combustão, virabrequim, bomba de óleo, duto de admissão e sistema de escape.

Ferrari 296 GTB
Cauda Kamm é dos destaques da seção traseira Divulgação/Ferrari

Por falar no escape, a 296 GTB ganhou apelido de “piccolo V12” (ou “pequeno V12, em tradução do italiano para o português) por emitir uma trilha sonora de alta frequência vinda dos motores de 12 cilindros. O ronco pode ser ouvido de dentro da cabine, mostrando que os carros híbridos não acabaram com os barulhos que dão ainda mais emoção na condução.

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Apesar de lembrar um V12, o batismo de 296 do modelo tem inspirações próprias: 29 vem da litragem do motor e, o número 6, da quantidade de cilindros. Depois, a sigla GTB vem de Gran Turismo Berlinetta.

Para quem desejar um desempenho ainda mais afiado, o superesportivo oferece o pacote Asseto Fiorano, que promove redução de peso e adiciona elementos ainda mais aerodinâmicos.

Entre os diferenciais estão: amortecedores ajustáveis e otimizados para uso em pista, apêndices em fibra de carbono no para-choques dianteiro (que fornecem 10 kg extras de downforce), extrator de ar traseiro e maior uso de fibra de carbono em peças externas e internas. Além disso, o pacote substitui os painéis de porta, eliminando mais 12 kg. A redução total não foi divulgada, mas, quem escolher o kit, pode levar ainda mais um extrator traseiro que reduzirá mais 15 kg.

Ferrari 296 GTB
Há diferentes opções de roda, incluindo uma feita em fibra de carbono Divulgação/Ferrari

Caso o cliente escolha o Asseto Fiorano, ele poderá mostrar a todo mundo que sua 296 GTB não é “básica”. Isso porque a pintura externa do modelo também pode ser diferenciada, com cores contrastantes na dianteira, subindo pelo capô, e na traseira, na parte central, como na unidade cinza e amarela das imagens desta matéria.

Visual e tecnologia

A 296 GTB adotou a mesma linguagem visual inaugurada na “irmã” SF90 Stradale, com uma dianteira de linhas mais limpas e sóbrias. Os faróis são representados por um losango inclinado, e um apêndice com LEDs incorporado a uma entrada de ar. O para-choque tem grades de um lado a outro e o capô tem vincos suaves. O destaque fica para os “ombros”, onde ficam as caixas de roda, bem marcados.

Ferrari 296 GTB
Design do lado do passageiro foi feito para que ele se sinta como um copiloto Divulgação/Ferrari

Na traseira, os traços se repetem, com uma abertura de um lado a outro, mas estreita. Na parte inferior, há grandes extratores de ar que roubam a cena, enquanto as lanternas são pequenas e discretas. A dupla saída de escape é central, abrigada por um aplique prateado.

Os “músculos” formados pelas caixas de roda dianteiras e traseiras ficam ainda mais evidentes nas laterais do modelo italiano. O teto é do estilo “flutuante”, com as colunas A praticamente invisíveis, e apontam que a 296 está pronta para receber uma possível versão Spider, com teto removível. As rodas forjadas são de 20 polegadas, com pneus 245/35 na dianteira e 305/35 na traseira. Há opção de rodas de fibra de carbono, 8 kg mais leves.

Ferrari 296 GTB
Cluster de instrumentos fica em fenda profunda esculpida no acabamento do painel Divulgação/Ferrari

O interior também bebe da mesma fonte da SF90, com traços suaves e desenho minimalista. O quadro de instrumentos é totalmente digital e configurável, mas o conta-giros com a marcha selecionada e a velocidade estão sempre em destaque, ao centro. O passageiro também pode ter acesso às mesmas informações com um visor exclusivo.

Para os ajustes de faróis e retrovisores, e do ar-condicionado, os comandos ficam posicionados logo abaixo das saídas de ar esquerda e direita do motorista, respectivamente. Todos os comandos são sensíveis ao toque, inclusive os do volante.

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