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Com ajuda do governo, China volta ao nível de vendas de veículos pré-covid

Recuperação em abril foi puxada pela forte demanda por modelos comerciais. Segmento de carros de passeio ainda vê números abaixo do usual

Por Joaquim Oliveira Atualizado em 12 Maio 2020, 17h46 - Publicado em 13 Maio 2020, 07h00
Associação dos fabricantes espera recuperação maior nos próximos meses Geely/Divulgação

Ainda se recuperando da Covid-19, a China registra aumento nas vendas de indústria automobilística. Pela primeira vez desde junho de 2018, o país (que é o maior mercado automóvel do mundo, com 25 milhões de veículos comercializados em 2019) registrou um aumento das vendas de veículos em abril de 2020.

O crescimento foi de 4,4%, para 2,07 milhões, à medida que o país reduzia as restrições relacionadas a vírus em viagens e comércio, encerrando 21 meses consecutivos de queda, de acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. 

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A recuperação no mês passado refletiu uma forte demanda por veículos comerciais (incluindo caminhões e ônibus, que subiram 32%, para aproximadamente 534.000), incentivada pelo governo com investimentos em projetos de construção e infraestrutura, como rodovias e redes de energia.

Segundo Xu Haidong, responsável da CAAM, “essa recuperação ficou abaixo do esperado mas intensificar-se-á nos próximos dois meses à medida que se for liberando a demanda reprimida, graças à flexibilização das medidas de confinamento”.

Crescimento foi alavancado pelas vendas de caminhões e ônibus Divulgação/JAC

No segmentos de carros de passeio a situação ainda não é boa. As vendas dos veículos leves, um amplo indicador da demanda do consumidor e do varejo,  permaneceram fracas em abril, caindo 2,6%, para menos de 1,54 milhão no mês. 

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Nos primeiros quatro meses deste ano, as vendas de veículos novos na China caíram 31%, para aproximadamente 5,76 milhões, uma vez que as interrupções do surto viral diminuíram a produção e as vendas de veículos em fevereiro e março. 

E mesmo que o controle da pandemia na China continue sendo efetiva, dificilmente as vendas totais de 2020 poderão cair menos de 15%, até porque a situação sanitária e econômica fora daquele país continuará condicionando as cadeias de suprimentos da indústria automobilística chinesa e os resultados da indústria e do varejo.

  • Para ajudar à recuperação, os reguladores estenderam incentivos fiscais e subsídios às compras de veículos elétricos por dois anos, enquanto as vendas de caminhões leves que não atendem aos mais recentes padrões de emissão de VI da China serão permitidas por seis meses após o prazo anterior que era o 1º de julho. 

    As instituições financeiras também são incentivadas a reduzir os pagamentos e as taxas de juros dos empréstimos para automóveis e estender os períodos de reembolso.

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