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CEO da Fiat confirma sucessor do Uno, provável “sobrinho” do Renegade

Com mais volume, Stellantis poderá criar elétricos mais baratos, mas Brasil seguirá atrasado em relação à Europa, diz Olivier François

Por Eduardo Passos Atualizado em 28 jun 2022, 19h51 - Publicado em 29 jun 2022, 05h00

Não foi por falta de vontade que a Fiat deixou de investir em novos veículos compactos. Agora, dividindo os custos da aventura com outras marcas da Stellantis, o sucessor de modelos como Uno e Punto já está confirmado, disse o CEO da Fiat, Olivier François, em entrevista à imprensa portuguesa.

Em conversa com o Razão Automóvel, François ressaltou que a marca italiana é a preferida quando se fala de hatches. A falta de novidades no segmento, porém, tinha a ver com limitações técnicas; até agora.

“Não tínhamos uma plataforma, mas agora temos. (…) Num carro pequeno temos de dividir o custo (de desenvolvimento) entre três ou quatro marcas. Com a Stellantis isso é muito fácil. Vai haver um segmento B”, disse o executivo.

Jeep electric SUV
Primeiro elétrico da Jeep será um SUV compacto que mistura porte do Renegade com linhas do Compass Divulgação/Jeep

Perguntado se nomes consagrados, como Uno e Punto, seriam trazidos de volta, Olivier François fez mistério: “Vamos ter um segmento B e temos de voltar para lá. É um segmento que pertencia à Fiat com o Punto e, antes do Punto, com o Uno. Não é uma questão do nome”.

“Sobrinho” do Renegade?

Para quem não engole os SUVs, uma má notícia: seguindo o gosto da maioria, é quase certo que o sucessor do Uno seja mais como um utilitário esportivo do que um hatch, ao qual somos acostumados. O futuro Fiat deve ser irmão gêmeo do novo SUV “caçula” da Jeep, que será lançado em 2023 na Europa e já foi revelado.

Peugeot 208 E-GT
Peugeot 208 e-GT é o que há de mais tecnológico com plataforma eCMP no Brasil Fernando Pires/Quatro Rodas
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Além das aparências, o “baby Renegade” será construído sobre a plataforma eCMP, antes exclusiva de marcas como Peugeot e Citroën. Segundo relatos, essa arquitetura veicular é mais econômica e versátil, de modo que será usada como uma transição para o próximo passo (ver abaixo).

A pista de François bate com imagens recentes do Carscoops, vindas da Polônia, onde o “baby Renegade” foi visto. Traído pelo detalhe, o utilitário disfarçado exibia um escapamento, sendo que, na verdade, o modelo da Jeep será exclusivamente elétrico. Entre relatos internos e da imprensa estrangeira, é provável que este, na verdade, seja o sucessor do Uno, que será híbrido.

Citroën AMI
Fiat acredita plenamente no sucesso de microcarros como o Citroën Ami Divulgação/Quatro Rodas

No Brasil, o desenvolvimento desse provável modelo é chamado, internamente, de “Argo NG”, mostrando, na verdade, de quem ele tomará a vaga. Ao contrário da Europa, onde sucederá o Panda, o SUV compacto seria, no máximo, híbrido leve, com simplificações mecânicas e fabris.

O próximo passo

A difusão da plataforma eCMP parece encher a Stellantis de confiança para os próximos anos, mas o melhor ainda estaria por vir. Segundo o CEO da Fiat, em 2024 estreará uma gama completa de novos modelos, que provavelmente chegarão, ao menos parcialmente, ao Brasil.

São veículos baseados na inédita arquitetura STLA, essa sim, feita do zero para maximizar a sintonia entre as várias marcas do novo conglomerado automotivo. Não há pressa para lançá-la, uma vez que seu sucesso parece bem amparado na oferta de baterias de estado sólido — para muitos, o futuro dos carros elétricos. “Teremos mais alcance, menos peso e menos custos”, diz o executivo.

Fiat Centoventi foi elogiado pelo design e deve ser o ponto de partida para o novo Uno
Fiat Centoventi foi elogiado pelo design e deve ser o ponto de partida para o novo Uno Divulgação/Fiat

Daqui a cinco anos, em 2027, a Fiat venderá seu último carro elétrico na Europa. O Brasil deverá levar mais alguns poucos anos a mais, já que o poder aquisitivo é menor. Mais uma vez, a saída passa pelos híbrido flex: a Fiat corre contra o tempo para ser a primeira montadora a lançar híbridos leves que rodem a etanol no Brasil.

Plataformas iguais, níveis de eletrificação e complexidade variáveis conforme a região do mundo.

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