Cansado, Alonso cogita deixar F-1 e não descarta sonho de Le Mans

Bicampeão mundial diz que quer curtir "vida mais normal" e vê provas de longa duração como alternativa

Fernando Alonso no GP Brasil de F-1 Espanhol defende a McLaren desde a temporada passada

Espanhol defende a McLaren desde a temporada passada  (/)

Fernando Alonso pode deixar a Fórmula 1 em breve. A revelação partiu do próprio piloto, em entrevista ao jornal francês L’Équipe. Segundo a publicação, o espanhol disse estar cansado com o ritmo frenético de viagens e treinamentos durante a temporada e sugeriu que gostaria de “curtir uma vida mais normal”.

“Sei que, quando chegar a hora, vou deixar a Fórmula 1. Quando você não é mais rápido o bastante, não curte mais (a rotina desgastante) e não pode mais lidar com as responsabilidades, então você sabe que é a hora de partir. Ainda assim, quando você vê pilotos como Räikkönen, Button ou Massa, parece que esses caras poderiam continuar para sempre, mas eu provavelmente não vou ser como eles”, afirmou Alonso.

“Sinto que estou chegando ao fim do meu sonho. Quando era pequeno, meu pai construiu um kart que teve sua decoração inspirada na McLaren-Honda, e agora estou guiando um McLaren-Honda. Tenho a sensação de completar um ciclo de forma romântica”.

Embora tenha dito que está propenso a sair da Fórmula 1, Fernando não deve se afastar definitivamente das pistas – recentemente, o piloto manifestou o desejo de disputar as 24 Horas de Le Mans.

“Ainda é muito cedo para falar sobre o que vou fazer depois da F-1. A vida de um piloto é muito exigente. Estou focado (na Fórmula 1) 365 dias por ano, seja guiando um carro ou treinando. Uma vez que eu me aposentar do esporte, acho que vou curtir uma vida mais normal. Ao menos no começo. Sendo assim, tenho certeza que vou perder a pilotagem competitiva, bem como a adrenalina.. É provável que eu siga correndo em outra categoria que não consuma tanto o seu tempo. Le Mans seria perfeito, já que você não tem de ficar longe de casa o ano inteiro”, ponderou.

Alonso estreou na Fórmula 1 aos 20 anos, como piloto da Minardi na temporada 2001. Fernando assumiu uma das vagas titulares da Renault em 2003 e foi na equipe francesa que viveu o melhor momento de sua carreira, acumulando 260 largadas, 32 vitórias, 97 pódios e o bicampeonato mundial nos anos de 2005 e 2006. O asturiano migrou para a McLaren em 2007, mas problemas de relacionamento com Ron Dennis e Lewis Hamilton (então o piloto número 1 da equipe) abreviaram sua passagem pelo time de Woking.

Retornou à Renault em 2008, onde permaneceu até 2009 sem resultados expressivos. Na temporada 2010, Alonso se transferiu para a Ferrari, conquistando dois vice-campeonatos em 2012 e 2013. Cinco anos depois, o piloto acertou sua volta para a McLaren, motivado pelo acerto com a Honda como nova fornecedora de motores.  Os planos de Alonso, porém, foram frustrados pela falta de competitividade de seu carro, principalmente em 2015, quando marcou apenas 11 pontos.

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