Brasil fabricará 200 mil carros a menos do que o previsto para 2019

Estagnação do mercado interno e, em especial, forte crise econômica da Argentina derrubaram todas as projeções das fabricantes para o ano

Fábrica da GM em São José dos Campos (SP)

Fábrica da GM em São José dos Campos (SP) (Divulgação/Chevrolet)

A crise na Argentina foi a principal responsável por uma revisão profunda (e negativa) nas projeções da Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores) para a produção de veículos no Brasil em 2019.

O impacto causado pelas dificuldades econômicas do país vizinho resultará em uma queda de 175 mil unidades nas exportações de veículos (de 370 mil para 195 mil), se comparadas as projeções divulgadas no início do ano.

Como pequena compensação, o prognóstico de exportações para outros quatro países da América Latina, México, Colômbia, Peru e Chile, foi revisto de 155 mil para 180 mil unidades, puxados pelo aumento das vendas para México e Colômbia.

Em contrapartida, na soma para os demais países aos quais o Brasil exporta a revisão baixou de 65 mil para 45 mil exemplares. No saldo final, a projeção caiu de 590 mil para 420 mil veículos brasileiros exportados no ano.

Com isso, a produção também foi afetada. Se no início de 2019 o setor esperava produzir 3,14 milhões de veículos, agora acredita que fechará o período em 2,94 milhões, uma baixa de 200 mil na estimativa.

“Nossas projeções eram menos pessimistas do que o mundo está se mostrando”, afirmou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, durante a apresentação dos números.

Já os dados para o mercado interno foram pouco alterados, embora também negativamente. A projeção era de que o licenciamento de veículos leves chegasse a 2,755 milhões de unidades em 2019, números que foram reduzidos para 2,677 milhões. 

“Divulgamos esses números logo após a eleição. A expectativa era de que as reformas fossem aprovadas com mais agilidade”, disse Moraes.

“Mas eu sou otimista. Acredito que os números serão bem próximos aos divulgados anteriormente porque, historicamente, as vendas no segundo semestre são mais fortes”, completou.

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