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Após Renault reforçar planos no Brasil, picape Alaskan chega ao Paraná

Estrutura já existente na Argentina aliada à demanda por caminhonetes no Brasil podem concretizar a velha promessa da Renault de trazer sua picape média

Por Eduardo Passos 21 jun 2021, 14h37
Ao menos quatro unidades da caminhonete média desembarcaram em Paranaguá (PR)
Ao menos quatro unidades da picape média desembarcaram em Paranaguá (PR) Reprodução/BF///MS/Instagram

A novela da Renault Alaskan no Brasil é encarada com ceticismo, mas, pouco após declarações do presidente da filial argentina, a chegada de algumas unidades da picape média ao Brasil podem sugerir o contrário.

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O desembarque ocorreu no meio deste mês, no porto de Paranaguá (PR), em fotos divulgadas pelo portal BF///MS no Instagram. Também há fotos das picapes em caminhões-cegonha, provavelmente seguindo para a sede da Renault, em São José dos Pinhais.

Pelas imagens, é possível notar versões 4×4 da Alaskan, que são sempre equipadas com motor 2.3 a diesel com opção turbo de 160 cv e biturbo de 190 cv, câmbio manual de seis marchas ou automático de sete, opção de 4×2 e sempre com cabine dupla.

  • A irmã da Nissan Frontier já surgiu anteriormente no Brasil, mas esse é o primeiro grande flagra desde que o chefe da Renault argentina, Pablo Sibilla, reafirmou interesse em vendê-la no mercado brasileiro. A novela é longa e, desde que a fabricante trouxe sua picape média ao Salão de São Paulo em 2018, já mudou de ideia algumas vezes.

    Mecânica e interior são idênticos aos da Frontier. Diferença entre as irmãs é estética
    Fabricada na Argentina, Alaskan tem mecânica e interior idênticos aos da Frontier Divulgação/Quatro Rodas

    Agora, há novas possíveis razões para que a Alaskan desembarque de vez no Brasil: uma delas é a altíssima demanda por picapes, que vêm sendo comercializadas com ágio e rendendo valorização em unidades usadas.

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    Nesse cenário, a eventual presença da Alaskan supriria uma demanda sem exigir grandes investimentos da Aliança Renault-Nissan, uma vez que a economia de escala do modelo já existe por conta de sua produção aos vizinhos latinos.

    Cabine só é distinguível pelo emblema da Renault no volante
    Cabine só é distinguível pelo emblema da Renault no volante Divulgação/Renault

    Ao mesmo tempo, um modelo mais nobre serviria para revigorar a linha da francesa, recheada de modelos cada vez mais datados. Se atualmente a Alaskan é zombada por ser a “caminhonete do Kwid”, uma performance positiva traria a ela o protagonismo hoje destinado ao subcompacto, além de Sandero, Logan, Duster e Captur.

    Mas nada está confirmado e, segundo fontes ouvidas por QUATRO RODAS, nenhum veículo da Renault é desenvolvido especificamente para um único país. Por isso, as Alaskan também podem estar realizando algumas etapas do processo de adaptação para a América do Sul em território brasileiro.

    Indecisão francesa transformou a caminhonete em meme na internet
    Indecisão francesa transformou a caminhonete em meme na internet Divulgação/Renault

    Como interior e mecânica da Nissan Frontier são iguais, também já existe cadeia de suprimentos e assistência ampla, retirando um fardo da conta. Além disso, a camisa francesa na picape serviria para atingir clientes fiéis da Renault que não se satisfazem com a pequena Duster Oroch.

    Em termos de preços, a Renault Alaskan argentina parte do equivalente a R$ 178.022 (Comfort MT) e chega aos R$ 313.120 (Iconic AT). A Frontier brasileira custa entre R$ 191.890 (S MT 4×4) e R$ 260.390 (LE AT 4×4), sempre com tração nas quatro rodas.

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