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Vídeo: por que o Fiat Uno deverá sair de linha após 37 anos de história?

Pai dos compactos 1.0, o Fiat Uno, um dos modelos mais icônicos do Brasil, deverá se despedir do nosso mercado ainda em 2021

Por Isadora Carvalho Atualizado em 22 set 2021, 00h54 - Publicado em 21 set 2021, 17h01

O fim da história do Fiat Uno em nosso mercado é iminente. No inicio do ano, o diretor da Fiat no Brasil, Herlander Zola, afirmou que as vendas do compacto estão mais direcionadas a frotistas e que trata-se de um produto que tem desempenho melhor em outros mercados da América do Sul.

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Por aqui, o Fiat Uno está disponível para compra em versão única, a Attractive, e recebemos reclamações de leitores que não encontram unidades do hatch a venda nas concessionárias. A explicação está no fato de que a maioria da produção é destinada às vendas para locadoras de veículos, por exemplo. Estima-se que menos de 10% dos Uno vendidos atualmente são registrados em nome de pessoas físicas.

A marca não confirma oficialmente, mas é esperado que até o fim do ano compacto deixe de ser vendido no Brasil, encerrando uma história que já dura 37 anos. Ele até poderia seguir em produção, mas apenas para exportação.

  • Por ser um modelo tão icônico, o redator-chefe Paulo Campo Grande conta toda a história do Uno nesse vídeo.

    O Fiat Uno foi revolucionário em sua primeira geração. Seu design, obra do italiano Giorgetto Giugiaro, inovava na forma de caixa, com aproveitamento do espaço interno e as linhas retas.

    Em 1990 o retrovisor direito e os encostos de cabeça ainda não eram obrigatórios
    Em 1990 o retrovisor direito e os encostos de cabeça ainda não eram obrigatórios Marco de Bari/Quatro Rodas

    O Uno foi lançado em 1983, na Itália, e um ano depois chegou ao Brasil para substituir o 147, lançado oito anos antes, em 1976. Na estreia, o Uno tinha duas opções de motor: o 1.050, herdado do 147, e o 1.3. E três versões de acabamento: S, CS e SX.

    A Fiat lançou o Uno Mille, o primeiro 1.0 a se enquadrar na nova categoria fiscal de carros populares, em 1990. Os primeiros saíram com o desenho do Palácio da Alvorada na traseira, o que fez com que alguns o chamassem de Mille Alvorada. Mas oficialmente ele nunca chegou a ter esse nome.

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    O inimigo favorito do Uno sempre foi o VW Gol, que era líder de vendas do mercado. Mas quando a GM lançou o Chevrolet Corsa em 1993, que chegou com uma proposta diferente e cheia de bossa, a Fiat tratou de contra-atacar, com o Mille ELX.

    Com a chegada do Palio em 1996, o Uno foi reposicionado como opção mais barata. E entrou nos anos 2000 em declínio. Na segunda geração, em 2010, o Uno Mille perdeu oficialmente o Uno do nome e passou a se chamar apenas Mille. E foi até 2013, quando a Fiat lançou a versão de despedida Grazie Mille.

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    O Uno de segunda geração chegou com tudo, revivendo as formas quadradas, mas com outra leitura, em diferentes versões e cores. A segunda e atual geração teve apenas uma reestilização, em 2016, mas foi profunda. Mudou faróis, grade, para-choques, rodas e por dentro o painel foi inteiramente renovado, além a adoção de equipamentos importantes como Controle de Tração, ESP e auxiliar de partida em rampas.

    Fiat Uno

    Lá se vão cinco anos e o Uno agora tem dificuldades para se segurar dentro da própria linha Fiat, com a concorrência do Mobi, na faixa de baixo, e do Argo, na de cima. Para os fãs do compacto ficará a saudade e ainda a esperança que a Fiat lance um série especial de despedida como fez com o Mille, no fim de 2013. Grazie Uno!

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    CAPA quatro rodas setembro edição 749

     

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