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Como o calor pode prejudicar as baterias dos carros elétricos e híbridos

Confira se os extremos de temperatura podem prejudicar a durabilidade ou carga

Por Julio Cabral
Atualizado em 6 Maio 2024, 17h05 - Publicado em 22 nov 2023, 15h12

As temperaturas extremas levam a algumas considerações sobre o carro, pontos que vão da diferença de absorção de calor das cores ao melhor uso do ar-condicionado. Mas há outra questão que também envolve temperaturas elevadas: as baterias de carros elétricos e híbridos também são afetadas pelo “calorão”? A resposta direta é sim.

As condições extremas têm um impacto, sim, nas baterias íon-lítio, sejam baixas ou altas temperaturas. “Estes impactos podem ser em performance, vida útil e até mesmo segurança. Assim, os veículos possuem sistemas de arrefecimento, modernos BMS (Battery Management System) para gerenciamento da carga e descarga da bateria. Temos avanços e diferentes químicas de baterias que ajudam a melhorar a resiliência térmica e também existem boas práticas no processo de recarga”, explica Alexandre Sakai, integrante da Comissão Técnica de Eletromobilidade da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva).

Bateria elétrica
Bateria de carro elétrico: como reciclá-la? (Reprodução/Internet)

O controle eletrônico de controle da temperatura equipa todos os sistemas que usam baterias de íon-lítio, gerenciando a influência de temperaturas extremas. “Para evitar que a bateria opere fora da faixa permitida de temperatura, assim como de tensão e corrente das células, toda bateria de  íon-lítio tem que conter um circuito eletrônico de controle, denominado BMS (Battery Management System), para garantir que as células operem dentro de condições de tensão, corrente e temperatura seguras e confiáveis, contribuindo para a segurança e o aumento da vida útil da bateria.

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Além disso o BMS é responsável pelo acionamento e controle dos circuitos de refrigeração (ou aquecimento, se for o caso) da bateria, que podem ser por circulação de ar refrigerado, em geral no caso de veículo híbrido, ou fluído refrigerante no caso de veículo elétrico “puro” ou híbrido plug-in”, esclarece Raul Beck, coordenador da Comissão Técnica Veículos Elétricos e Híbridos da SAE.

O calor tem um ponto positivo: pode aumentar um pouco a autonomia de algumas baterias. No entanto, diminui o tempo de vida útil delas. “Cabe observar que a operação contínua em temperaturas mais elevadas faz com que as células de íon-lítio apresentem maior capacidade (autonomia), porém passa a haver um elevado envelhecimento (perda de capacidade recuperável)”, ressalta Beck. 

Bateria Ultium
O conjunto de baterias tem um sistema eletrônico de gerenciamento de temperatura (Divulgação/GM)

Nestes dias de extremo calor, apesar das baterias contarem com sistemas de refrigeração, os veículos elétricos estacionados ao sol, ou no asfalto extremamente quente, podem ter sua temperatura interna passando dos 50°C, o que contribui para um envelhecimento (perda de capacidade) mais acelerado da bateria, afetando sua vida útil, ainda que de forma quase imperceptível pois são eventos transitórios – caso a bateria ficasse exposta de forma contínua à essas temperaturas sua vida útil seria drasticamente reduzida”, completa Beck, que afirma que manter a carga entre 40 e 60% ajuda a promover um ganho na vida útil da bateria. 

Nesses dias de calor abrasador, o especialista recomenda ainda que os veículos elétricos e/ou com bateria fiquem estacionados na sombra. Caso não seja possível, é aconselhado o uso de capas térmicas passivas de proteção, que bloqueiam o aquecimento do sol, resfriando o veículo durante o dia, ao mesmo tempo que o mantém em uma temperatura mais elevada durante a noite.

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