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Carro elétrico tem bomba d’água e ventoinha mesmo sem ter grade?

Sistemas de carros elétricos têm necessidades térmicas diferentes e podem até ter ar-condicionado para as baterias

Por João Vitor Ferreira 30 ago 2026, 13h00
Ilustração de um carro elétrico cinza com a parte superior transparente, revelando o sistema de resfriamento da bateria. Tubulações vermelhas e azuis percorrem o motor e a bateria, que possui células azuis. Há um detalhe ampliado do fluxo de líquido refrigerante e textos explicativos sobre o etilenoglicol e o desafio de encontrar substâncias mais eficientes
 (Divulgação/Audi)
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Carro elétrico tem bomba d’água e ventoinha?

Renato Resende, Sorocaba (SP)

Todo tipo de motorização automotiva gera calor e precisa de refrigeração. É aí que entram as ventoinhas e as bombas d’água nos carros elétricos.

O engenheiro Erwin Franieck, responsável pelo Comitê de Fontes Renováveis de Energia da SAE Brasil, explica que, assim como nos carros a combustão, os modelos elétricos também precisam desses equipamentos para manter seu sistema em uma temperatura mais amena e potencializar seu funcionamento.

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Embora o design dos veículos elétricos de passageiros não tenha a grade frontal do radiador, existe, sim, um sistema de arrefecimento para o motor elétrico, inversor e banco de baterias junto ou separado.

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Nesse caso, o resfriamento não é só do motor em si, mas também da bateria. O engenheiro afirma que as baterias utilizam uma bomba para o líquido de arrefecimento, além de ventoinha e até radiador, porém esses componentes são menores do que nos motores térmicos. Afinal, a necessidade de refrigeração é diferente nesse caso.

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O líquido de arrefecimento (o mais comum é uma base etilenoglicol específica para esta aplicação) não tem a necessidade de grande troca de calor como nos motores térmicos a combustão. No entanto, enquanto em carros a combustão o líquido de arrefecimento chega a durar 240.000 km ou 10 anos (caso de alguns Stellantis), em um elétrico dura menos. A GWM, por exemplo, prevê a troca a cada 48.000 km. 

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Embora o motor e inversor esquentem mais que o banco de baterias, este último é o mais sensível às temperaturas (baixas e altas) e podem ter assistência até de um circuito de ar-condicionado próprio. Isso porque temperaturas maiores que 60oC não podem ser atingindas, sob pena de afetar a performance, a vida útil e em casos extremos a segurança do conjunto.

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