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Um carro com câmbio CVT pode atingir altas velocidades de ré?

Teoricamente, sim. Mas na prática há mecanismos para que isso não aconteça

Por Da Redação - Atualizado em 8 mar 2017, 15h20 - Publicado em 8 mar 2017, 15h14
Marco de Bari/Quatro Rodas

Um carro equipado com câmbio CVT teoricamente atingiria grandes velocidades na marcha a ré? – Isac Mariano Corrêa Filho, Rio de Janeiro (RJ).

A observação é correta. Afinal, num câmbio convencional, a velocidade em ré é baixa porque a relação de redução dessa marcha é fixa e alta.

Como num CVT a relação é variável, poderíamos ter uma ré tão longa quanto a quinta marcha de um carro comum e chegar à velocidade máxima. Mas além de inútil, seria bastante perigoso.

Por isso, existem salvaguardas para restringir a velocidade para trás. No caso da primeira geração do Honda Fit com câmbio CVT, a redução da marcha a ré é limitada para variar de 2,367:1 a 1,326:1, enquanto para a frente vai bem mais além, até 0,407:1.

Fora isso, o gerenciamento eletrônico do motor está programado para limitar a rotação a 4.800 rpm ao ser selecionada a ré, bem como quando a alavanca seletora estiver em P ou N. Desse modo, a velocidade máxima em ré do Honda Fit é de aproximadamente 40 km/h, dentro da média.

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