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Quais as vantagens e desvantagens do acelerador eletrônico?

Ele facilita muito a vida do motorista, mas não é adorado por todos

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 10 Maio 2021, 16h04 - Publicado em 25 ago 2017, 21h35
Acelerador e Freio
Hoje o acelerador não tem conexão mecânica com o motor. A ligação acontece por fios. (Divulgação/Hyundai)

Por que é usado o sistema de aceleração eletrônica (drive-by-wire) se os carros que o utilizam apresentam resposta nitidamente mais demorada quando o pedal do acelerador é acionado? – Carlos Henrique Moura, Brasília (DF)

Primeiro precisamos entender o que difere o acelerador eletrônico do convencional.

No passado, o pedal de acelerador puxava um cabo, que por sua vez abria o corpo de borboletas e permitia a admissão de ar do motor. A abertura era imediata, mas nem sempre a mais adequada para a condição do motor naquele momento.

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No acelerador eletrônico, a conexão entre o acelerador e o corpo de borboletas é por fiação elétrica. Cabe a um potenciômetro identificar a posição do acelerador e enviar este sinal para uma central eletrônica.

A central cruzará o sinal com outras informações, como a rotação do motor naquele momento ou a posição do comando de válvulas variável. Após isso, envia o comando para que um atuador eletrônico abra o corpo de borboletas e permita que a quantidade certa de ar seja admitida pelo motor.

Esta sensação de resposta demorada pode ter relação com este controle sobre a admissão ou estar relacionada a programação do sistema eletrônico pensada para o conforto. Alguns fabricantes usam o modo “Sport” para mitigar esse efeito e tornar as respostas do acelerador mais rápidas.

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Podemos enumerar as muitas vantagens do acelerador eletrônico:

  • Libera potência de forma mais suave;
  • Evita o chamado “lugging”, que é acelerar fundo com o motor em baixa rotação sem redução de marcha, o que era um dos maiores responsáveis por falhas de bronzinas. Dessa maneira, não adianta pisar, pois a eletrônica modulará o sinal;
  • Alivia a potência nas trocas de marcha, independentemente do pé pesado do motorista, reduzindo ao máximo os trancos;
  • Permite maior versatilidade na localização do acelerador, já que não necessita de uma ligação mecânica entre o motor e o habitáculo;
  • Facilita a adoção do controle de cruzeiro, que antes era um dispositivo mecânico ligado ao cabo de acelerador;
  • O maior controle do ar admitido também ajuda a reduzir consumo e emissões;

O que há de desvantagem é o custo da manutenção. O drive-by-wire é mais robusto do que um sistema por cabo, mas qualquer manutenção nele tem custo mais elevado. Um corpo de borboletas eletrônico pode ser três vezes mais caro do que um mecânico.

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