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Por que os crash tests de carros são feitos só até os 64 km/h?

Testes de colisão, como os do Latin NCAP, usam 64 km/h como padrão e como isso reflete acidentes reais e a segurança do seu carro

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
30 ago 2025, 08h44
Crash-test GM
 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Os crash tests, ou testes de colisão no bom português, são obrigatórios para a homologação de todos os carros e utilitários vendidos no Brasil desde 2023 para atestar sua segurança. Além disso, há órgãos, como o Euro NCAP e o Latin NCAP, que divulgam notas para a segurança atestada em seus próprios testes. No entanto, a velocidade da colisão é de até 64 km/h. Por quê?

O motivo para isso está na análise de dados de acidentes reais e na busca por simulações que reflitam as colisões mais comuns e perigosas. Embora os carros alcancem velocidades muito superiores, estudos sobre segurança automotiva mostram que a maioria dos acidentes com vítimas graves acontece em velocidades de impacto próximas a 64 km/h.

É crucial entender que a velocidade de impacto raramente é a mesma da velocidade de cruzeiro. Antes de uma colisão, o motorista quase sempre freia instintivamente, reduzindo significativamente a velocidade no momento exato do choque. Por isso, testar a 64 km/h é uma forma eficaz de avaliar a proteção aos ocupantes no cenário mais provável.

É muito raro um teste ser feito em uma velocidade acima e isso pode acontecer por necessidade do fabricante e não para atender ao protocolo de algum órgão ou governo.

Colisão frontal parcial

Outro ponto importante é o tipo de impacto. Batidas perfeitamente alinhadas, com 100% da frente de dois carros se chocando, são estatisticamente raras. Na vida real, o reflexo mais comum do motorista é tentar desviar, resultando em uma colisão frontal parcial, também conhecida como offset.

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A barreira deformável é um bloco de alumínio usado para a colisão também é avaliado
A barreira deformável é um bloco de alumínio usado para a colisão também é avaliado (Latin NCAP/Divulgação)

Esse tipo de impacto concentra toda a energia em uma área menor da estrutura do veículo, representando um desafio maior para a engenharia de segurança. Por isso, os crash tests priorizam essa simulação para garantir que o carro ofereça proteção adequada.

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A simulação mais comum é o teste de impacto frontal com 40% de sobreposição, conhecido como “Offset 40”. Este é o padrão adotado por programas de renome mundial, como o Euro NCAP e o Latin NCAP, que avaliam os carros vendidos na Europa e América Latina.

Nesses testes, o veículo colide contra uma barreira deformável, que simula a frente de outro carro. Já em outros testes, como os do instituto americano NHTSA, a barreira pode ser fixa e rígida, como um muro de concreto, apresentando um desafio diferente para a estrutura do automóvel.

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