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Paga 100%, leva 50%

Muitas marcas dizem que seus carros usam bancos de couro. Mas não é bem assim

Por Gustavo Henrique Ruffo - Atualizado em 9 nov 2016, 14h33 - Publicado em 19 jun 2015, 18h24
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Quando você compra um carro com interior de couro, o que você espera é que ele seja 100% legítimo, não? Pois há marcas que divulgam que o revestimento é desse material, quando de fato só parte é.

Nos seus sites, Nissan, Hyundai, Lexus, Subaru, Jeep e GM falam em bancos de couro, mas entregam revestimentos mistos, com couro em áreas de maior atrito (assento e encosto) e material sintético na parte de trás ou laterais, por exemplo. Na Jeep, isso vale apenas para o Renegade.

Com base no Código de Defesa do Consumidor, isso poderia ser interpretado como propaganda enganosa, levando os clientes a adquirir algo que não é exatamente o descrito.

Procurada, a Nissan informa que a descrição detalhada está no catálogo dos modelos, em outra parte do site. A Jeep diz que a expressão “Preto em couro”, usada no seu configurador na internet, exige depois uma confirmação que informa que os bancos são parcialmente de couro. Mas, se o consumidor não for além dessa tela, ficará com a impressão de que eles são 100% recobertos com o material.

Lexus e Chevrolet responderam que estão reformulando todo o site para evitar que exista qualquer chance de mal-entendido.

Mas no futuro a situação tende a ficar pior. Quando for regulamentada, a lei 11 211/05 garantirá que, se tiver mais de 50% de pele de animal, ele poderá ser chamado de “banco de couro”. O Centro das indústrias de Curtumes do Brasil diz que terá de existir uma etiqueta em cada produto com a composição do revestimento. Mas isso é algo que o comprador só verá ao levar o carro, já que a informação não precisará estar no site.

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