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Governo volta a discutir imposto importação e cotas para carros elétricos

Marcas tradicionais têm se incomodado com as chinesas, que estão liderando as vendas entre carros elétricos e híbridos

Por Guilherme Fontana Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 nov 2023, 11h30 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h35
BYD Seal
BYD Seal (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Governo volta a discutir imposto importação e cotas para carros elétricos Priorizar nos meus resultados Google

A invasão das marcas chinesas tem incomodado as fabricantes já estabelecidas no mercado brasileiro, que vêm buscando maneiras de barrar as novatas orientais. Isso inclui a pressão para que o governo federal retome a cobrança de imposto de 35% sobre a importação de híbridos e elétricos.

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O governo já sinalizou que poderá retomar a cobrança, suspensa desde 2015, mas teria recuado em vincular a volta do imposto à nova fase do Rota 2030, no fim de setembro. O assunto seguiria em estudo, mas para ser tratado no futuro.

 

O assunto estaria voltando à pauta na Câmara de Comércio Exterior (Camex), de acordo com reportagem da CNN. Existe uma perspectiva que uma nova alíquota de imposto para carros elétricos tenha vigência a partir de 1° de dezembro.

Caoa Chery iCar
Caoa Chery iCar (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Existiria, inclusive, um consenso para que o aumento dos impostos seja gradual, ano após ano, até retornar à alíquota original de 35% em 2026. Marcas com fábrica no Brasil teriam cotas para importação de carros elétricos com o imposto de importação zerado, mas o tamanho dessas cotas diminuiria até ter fim em 2026.

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Por trás dessa movimentação de cobrança de impostos, defendida por grande parte das marcas com fábricas instaladas no Brasil (a General Motors se posicionou abertamente contra isso), está um sentimento de ameaça.

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BYD Dolphin (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Não é por acaso: as chinesas têm dominado o mercado de carros eletrificados no Brasil com modelos e preços atraentes. A BYD assumiu a liderança entre as vendas que somam elétricos e híbridos, no mês de setembro.

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À frente da Toyota, que emplacou 1.741 Corolla e Corolla Cross híbridos, a BYD teve 2.137 carros emplacados, considerando um número maior de modelos, que inclui D1, Dolphin, Yuan, Tan, Han, Seal e Song.

Haval
GWM Haval H6 foi o híbrido mais vendido do Brasil durante o mês de setembro (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Entre os elétricos, a BYD tem 70% de todas as vendas do país. Sozinho, o Dolphin atingiu 1.036 unidades comercializadas. Foi o mais vendido do país no mês, à frente de Yuan Plus (145 unidades), Volvo XC40 (75) e BYD Seal (68). Considerando apenas os híbridos, a Toyota segue líder, somando Corolla sedã e SUV. No entanto, o GWM Haval H6, com suas versões HEV, PHEV e GT, ocupou o posto de híbrido mais vendido do Brasil em setembro.

Mas não apenas de BYD e GWM é feita a ofensiva chinesa: a Seres já iniciou as vendas online dos SUVs 3 e 5 e, para 2024, já estão confirmadas as estreias de Omoda e Jaecoo por aqui. Pertencentes à Chery, elas terão operação independente da Caoa e modelos a combustão, híbridos e elétricos. Omoda e Jaecoo também pensam em produção nacional, o que GWM e BYD já têm confirmado. No final, ainda sem artifícios para conter as chinesas, as marcas tradicionais precisam se mexer. E quem ganha com isso é o consumidor.

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Torcedor com camisa do Brasil e braços erguidos em estádio de futebol lotado, com bandeira brasileira e bola no campo. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, sobre fundo verde escuro. No canto superior direito, um ícone de árvore brancaTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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