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Como evitar que um carro parado na quarentena do coronavírus dê problema

Cuidados vão além de ligar o motor. Travas e vidros elétricos, lavador e limpador de para-brisa e ar-condicionado também merecem atenção

Por Péricles Malheiros
Atualizado em 25 mar 2020, 07h00 - Publicado em 25 mar 2020, 07h00
Carro parado: motor deve ser colocado em funcionamento de duas a três vezes por semana (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A ordem é ficar em casa. E seu carro também precisa de cuidados preventivos para funcionar bem durante este período sem uso, caso precise ser utilizado numa situação de emergência.

Elaboramos uma lista de medidas, mas é importante que se diga: o isolamento social ainda deve ser a prioridade máxima.

Duas ou três vezes por semana, ao menos o motor de carros sem uso devem ser colocados em funcionamento por 10 a 15 minutos, ou até que a temperatura de trabalho do motor seja atingida. Mas atenção: jamais faça isso em garagens fechadas.

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Em condomínios, é preciso haver uma coordenação entre os moradores para que apenas um carro fique com o motor ligado por vez, preferencialmente com o escapamento apontado para uma área arejada (Acervo/Quatro Rodas)

Em subsolos de prédio, o cuidado deve ser redobrado: imagine se todos fizerem isso ao mesmo tempo. Se necessário, crie grupos de conversa com os moradores e estabeleça uma ação coordenada. Preferencialmente – e se possível –, pare com o escapamento virado para o portão de saída para que o vento disperse os gases.

Os equipamentos também costumam funcionar mal após um longo período de inatividade. Enquanto aguarda o aquecimento do motor, o motorista deve executar dois ciclos de ativação dos dispositivos elétricos. Subir e descer vidros, travar e destravar portas, lavar o para-brisa para acionar os ejetores de água e os limpadores.

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Outro item que merece atenção especial é o ar-condicionado. Logo após a partida do motor, o sistema deve ser ligado no modo de refrigeração por cinco minutos, garantindo a lubrificação do motor.

Ar-condicionado merece atenção especial. Enquanto o motor aquece, ele deve ser ligado. Primeiro, no modo frio, para garantir a lubrificação do compressor. Em seguida, é preciso ativar o aquecimento, para evitar a condensação nas tubulações (Divulgação/Fiat)

No tempo restante, é preciso desligar o compressor e ligar o ar quente, devendo permanecer nessa posição enquanto o motor estiver funcionando. O ar aquecido evita a formação de condensação nas tubulações.

Essa medida não previne apenas o mal cheiro na cabine. Tubulações e filtros úmidos dão origem a fungos que podem desencadear alergias e até doenças respiratórias graves.

Lamentavelmente, muitas marcas negligenciam a aplicação de filtros de cabine. Aliás, se o do seu carro estiver saturado e não for possível substituí-lo, talvez seja o caso de removê-lo. Sua reposição deverá ser feita o mais breve possível.

Tanque: com a chegada do outono, dê preferência à gasolina. Ela vai facilitar as partidas em dias frios e diminuir a necessidade de visitas ao posto (Agência Brasil/Reprodução)

Como o momento é de restrição de rodagem, manter o tanque cheio só servirá para alimentar o motor com combustível velho. Com a chegada do outono, dê preferência à gasolina, uma vez que, em baixas temperaturas, as partidas a frio de motores abastecidos com etanol exigem mais carga de bateria.

Atenção: se você abastecer com um combustível diferente do que o que vinha consumindo, rode por alguns minutos para que este novo comece a alimentar o motor. Caso contrário, a central poderá ter dificuldade em acertar os parâmetros para dar a partida no motor quando for necessário.

Se precisar ir ao posto, aproveite para calibrar os pneus com a pressão mais alta recomendada pelo fabricante. Para evitar contaminação, evite utilizar o calibrador por conta própria nesse período. Será um sinal de respeito com os funcionários deixar que apenas eles se coordenem na utilização do equipamento.

Em longos períodos sem movimentação, peça para calibrar com a maior pressão recomendada pelo fabricante do carro (Fábio Paiva/Quatro Rodas)
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