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Mercedes-Benz GLA 200

O primeiro SUV compacto da Mercedes quebra paradigmas com silhueta de hatch e tração dianteira, mas robustez de jipe

Por Paulo Campo Grande - Atualizado em 8 nov 2016, 17h54 - Publicado em 3 nov 2014, 11h56
testes

Lançado há um ano, na Europa, o Mercedes-Benz GLA é um dos carros que serão produzidos na nova fábrica da marca no Brasil (o outro é o sedã Classe C). A nova unidade, que está em construção no município de Iracemápolis (SP), deve começar a produzir em 2016. Mas quem se interessa pelo modelo não precisa esperar até lá porque a Mercedes começa a vender o GLA este mês no país, importado da Alemanha.

A versão de estreia é a GLA 200, equipada com motor 1.6 de 156 cv potência. Ela chega em três

configurações: Advance, Vision e Black Edition. Os preços são respectivamente R$ 132 900, R$ 149 900 e R$ 152 900. Todas saem de fábrica com ar-condicionado, sistema auxiliar de estacionamento, piloto automático, limitador de velocidade e rodas de liga leve. A Vision acrescenta teto solar e banco do motorista com ajustes elétricos, e o ar-condicionado é bizona. Mostrada aqui, a Black Edition tem todos os itens que as outras apresentam, além de itens de acabamento exclusivos como rodas e retrovisores pretos e pedais esportivos de alumínio.

O GLA é o primeiro SUV compacto da Mercedes e o quarto membro da família NGCC (Nova Geração de Carros Compactos), linha que tem o objetivo de colocar a marca em segmentos em que ela não atuava, de veículos menores, esportivos e desejados por consumidores mais jovens do que os tradicionais compradores dos segmentos de luxo. Os outros três são o hatch A, a minivan B e o sedã CLA.

O GLA entra na categoria dos veículos que, apesar de classificados como SUV, estão mais para automóvel que para jipe. Como integrantes dessa categoria, há o BMW X1 e Mini Countrymam. No caso do BMW, a marca prefere chamá-lo de SAV (Sports Activity Vehicle). A Mini diz só que o Countryman é o aventureiro da família. O GLA tem silhueta de hatch. Só que mais alta, em razão da suspensão elevada e das rodas de 18 polegadas, e encorpada. Por dentro, painel e bancos dianteiros são iguais aos do Classe A, salvo texturas e cores modificadas em algumas partes. O acabamento é de bom gosto e quatro pessoas viajam a bordo com conforto. O motorista só nota o lado aventureiro do GLA andando no carro. Os sinais são transmitidos pela suspensão mais bem apoiada e a direção ligeiramente mais pesada. Isso porque o SUV é mais pesado que um carro de passeio e seus sistemas receberam calibragens mais firmes para um tipo de uso mais versátil.

Bom de barulho

Por causa dos reforços que foram feitos na estrutura, o GLA também ganhou maior rigidez torcional, o que influenciou seu comportamento. Com um conjunto mais firme, ele ficou mais obediente, confortável e silencioso. No que diz respeito ao nível de ruído interno, porém, para desfrutar do isolamento acústico, o motorista terá de contar com a sorte de encontrar sempre ruas e estradas em bom estado de conservação. Porque no piso irregular, assim como no Classe A, ainda se ouve o barulho dos impactos das rodas reverberados pela carroceria e peças de acabamento.

Em relação ao desempenho, não há do que reclamar. O motor 1.6 turbo, com injeção direta de combustível, é valente e econômico. No dia a dia, ele se mostrou bastante rápido na cidade. Na pista de testes, o GLA andou junto do A e do CLA, equipados com o mesmo motor e também o mesmo câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem e a tração 4×2 dianteira. No consumo, o GLA também repetiu o rendimento dos irmãos, no ciclo urbano, com a média de 11,4 km/l. Mas gastou um pouco mais na estrada, com a marca de 15,3 km/l, enquanto o CLA fez 16,1 km/l e o A, 19,2 km/l.

Em novembro, a Mercedes vai ampliar a linha com a chegada da GLA 250, que tem motor 2.0 com 211 cv. Essa versão deve chegar com a opção da tração 4×4, atributo importante para um modelo com pretensões de encarar trilhas off-road. Depois, no início ano que vem, virá a esportiva GLA 45 AMG, com 360 cv. Essa tem tração integral de série. Mas, no seu caso, esse recurso é para favorecer o desempenho no asfalto, uma outra forma de subverter a definição original de utilitário esportivo.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Com o reforço da estrutura, o GLA ganhou peso, mas ficou melhor de dirigir, mais bem-assentado, obediente e seguro.

MOTOR E CÂMBIO

O conjunto mecânico tem rendimento exemplar. Só não leva cinco estrelas porque é um SUV com tração 4×2, dianteira.

CARROCERIA

A semelhança com o Classe A incomoda, um pouco. Mas o GLA tem presença e o acabamento é de boa qualidade.

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VIDA A BORDO

A posição de dirigir é elevada, como convém a um SUV. Desde a versão básica, ele já vem completo de fábrica.

SEGURANÇA

Tem alerta para cansaço e sonolência, ESP, assistente em rampas, seis airbags, sensor de chuva e Isofix.

SEU BOLSO

A versão de entrada briga com BMW X1 e Audi Q3. Ele inaugura um plano de revisões com preço fixo. Tem dois anos de garantia.

OS RIVAIS

BMW X1 sDrive 20i

Tem visual discreto, motor com 150 cv e tração traseira, por R$ 134 950.

Audi Q3 2.0 TFSI quatro

Sai por R$ 135 600, na versão Attraction , com motor 2.0 de 170 cv e tração 4×4.

VEREDICTO

Dentro de uma proposta de SUV compacto e leve, de uso predominantemente urbano, o GLA cumpre o que promete. É bem-acabado e gostoso de dirigir.

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