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Longa Duração: Nissan Kicks nacional ficou diferente do nosso

Agora fabricado no Brasil, o Kicks exibe diferenças em relação às unidades vendidas desde o lançamento, como o da nossa frota, produzido no México

Por Péricles Malheiros - 15 ago 2017, 11h33
Brasileiro ou mexicano? Os Kicks são quase iguais
Brasileiro ou mexicano? Os Kicks são quase iguais Fernando Pires/Quatro Rodas

Levou quase um ano para o Kicks conseguir a cidadania brasileira. Agora produzido em Resende (RJ), o SUV ganhou uma versão de entrada (a S, vendida por R$ 70.500 com câmbio manual) e algumas mudanças.

Por isso, aproveitamos a ocasião para comparar o Kicks SL nacional (que custa R$ 94.900) com o Kicks SL mexicano da nossa frota. Externamente, o brasileiro é identificado só pelas maçanetas cromadas e pelo logotipo XTronic CVT atrás.

Antes oferecidos de fábrica, os faróis com leds viraram opcionais. O interior ganhou uma nova luz de cortesia e a central multimídia herdada do Sentra foi trocada pela que equipa o March.

A Nissan dispensou o verniz na pintura da parte interna das portas, do cofre do motor e do porta-malas, cujo tampão bipartido foi trocado por um inteiriço, mais simples.

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Nosso Kicks veio do México e tem tampão articulado
Nosso Kicks veio do México e tem tampão articulado Fernando Pires/Quatro Rodas
Fabricado no Rio de Janeiro, o Kicks nacional tem tampão inteiriço
Fabricado no Rio de Janeiro, o Kicks nacional tem tampão inteiriço Fernando Pires/Quatro Rodas

Lá dentro, o estepe com roda de liga aro 17 e pneu idêntico ao conjunto de rodagem deu lugar a uma roda de emergência, de aço, aro 15 e com pneu estreito.

O estepe mexicano conta com roda de liga leve igual às demais
O estepe mexicano conta com roda de liga leve igual às demais Fernando Pires/Quatro Rodas
O estepe do brasileiro é com roda de aço e pneu de emergência
O estepe do brasileiro é com roda de aço e pneu de emergência Fernando Pires/Quatro Rodas

Segundo a marca, a mudança se deve à alta incidência de furtos do pneu sobressalente (que fica guardado dentro do porta-malas, não fora) – mas o enxugamento de custos certamente também falou alto.

O Kicks nacional não sofreu apenas baixas. Os retrovisores agora têm rebatimento elétrico e há ainda um pacote de opcionais (Pack Tech) de R$ 2.400, com alerta de colisão, sistema de frenagem de emergência e faróis com leds (estéticos, sem a função de DRL).

Os espelhos do nosso Nissan só se dobram manualmente
Os espelhos do nosso Nissan só se dobram manualmente Fernando Pires/Quatro Rodas
O rebatimento dos retrovisores é elétrico no Kicks nacional
O rebatimento dos retrovisores é elétrico no Kicks nacional Fernando Pires/Quatro Rodas

O acabamento, isento de rebarbas ou peças mal encaixadas, permanece elogiável. Notamos também que o barulho de fechamento das portas parece mais baixo – embora isso possa ser explicado pela quilometragem avançada do nosso SUV.

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Nissan Kicks –  45.002 km

Consumo

  • No mês: 8,4 km/l com 30,2% de rodagem na cidade
  • Desde set/16: 8,2 km/l com 24,9% de rodagem na cidade
  • Combustível: etanol

Gastos no mês

  • Combustível:  R$ 1.475

Ficha técnica

  • Versão: SL 1.6 16V
  • Motor: 4 cil., diant., transv., 1.598 cm3, 16V, flex, 114 cv a 5.600 rpm, 15,5 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: automático, CVT, tração dianteira
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