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Hora do aperto

Por Redação Atualizado em 26 dez 2016, 19h28 - Publicado em 28 set 2010, 19h21

24267 km

Chegou a hora da revisão dos 20000 km do Agile. Aproveitando a oportunidade, reclamamos mais uma vez dos barulhos que assombram a cabine. As reclamações eram um ruído na suspensão e uma vibração metálica nas acelerações – como se houvesse algo solto no sistema de escape. Reclamamos ainda da imprecisão do engate das marchas e do “raspar” no momento de acionar a ré, além de um ruído no sistema de transmissão.

Na primeira inspeção feita pelo consultor técnico da concessionária Nova, de Pinheiros, foi encontrado o motivo de um dos barulhos. O parafuso que fixa a haste do amortecedor dianteiro esquerdo estava solto. O que não se sabe é se isso foi causado por algum serviço realizado ou se ele se soltou com o tempo. Seja como for, é um sinal de alerta e justifica registrar o histórico de peças que se desprenderam: caixa de ar, coxim e defletor de escapamento.

Também o protetor de cárter estava com dois parafusos soltos, afirmou o consultor Fábio. Segundo ele, essa era a causa do ruído metálico nas acelerações. O consultor notou os calços de borracha colocados na última revisão, solução adotada pela Carrera para eliminar uma vibração no defletor de calor do escapamento. E retirou todos. “Era só alinhar a peça direito, não precisa colocar as borrachas para afastar o defletor”, afirmou. E ajustou o trambulador do câmbio, para melhorar os engates.

Pegamos o carro no dia seguinte, mas nem todos os ruídos sumiram. A suspensão ficou silenciosa, ao passo que o estalo nas acelerações se manteve. E a transmissão continuou ruidosa, embora os engates tenham melhorado. Na Suspentécnica, em São Paulo, com o auxílio de um estetoscópio, o especialista Alberto Trivellato detectou um ruído no coxim de câmbio. Na suspensão, de fato, o silêncio dos justos.

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“O coxim não está danificado. Pode estar com aperto excessivo. Muitas vezes, é só soltar e reapertar corretamente que o barulho cessa. Como esse carro não tem isolamento acústico no cofre, os barulhos do mecânicos invadem a cabine”, diz o especialista.

Essa sensação de que o Agile não veio apertado de fábrica é compartilhada por vários leitores: Sérgio José Carminatti nos relatou que seu Agile “já apresentou ruídos no escapamento e na carroceria, ao trafegar em pisos irregulares”. O leitor Joel Santana igualmente sofre com o ruído metálico, “como se tivesse algo solto no escapamento” – segundo ele, não solucionado ainda. E também reclamou do ruído de transmissão, alto.

Na hora do orçamento, mais folgas apareceram, dessa vez no papel. Dos 375 reais propostos pela Chevrolet no site, a revisão dos 20000 km chegou às nossas mãos com o valor de 884 reais. A tradicional limpeza de bicos virou “limpeza do sistema de alimentação”, por 150 reais. Propuseram também a limpeza dos dutos de ar-condicionado, pelo mesmo preço, além da adição de um aditivo para o óleo do motor, chamado na conta de “Teflon redutor de atrito”. Recusamos todos e aceitamos tão-somente a troca do filtro de ar – não prevista para esta revisão. Segundo o consultor, o componente, que custa 13,48 reais, estava bem deteriorado.

Mesmo excluindo vários itens, a conta não fechava como manda o site da GM. E o serviço, que inclui 4 litros de óleo, filtros de combustível, óleo e de ar da cabine, ainda estava mais caro que o anunciado pela marca. Questionamos o preço e conseguimos um desconto na mão de obra da revisão. Com o alinhamento e balanceamento (100 reais), o aditivo do limpador de para-brisa (8,54 reais) e o filtro de ar, chegamos à fatura final de 488 reais.

Consumo

No mês (37,7% na cidade): Álcool – 8 km/l

Desde mar/10 (32,2% na cidade): Álcool – 7,9 km/l

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