Teste: Toyota Hilux SRV 2019 tem poucas mudanças, mas quer se manter líder

Reestilizada, a picape média muda design e conteúdo para continuar atraente no segmento

Grade e para-choque novos chamam a atenção

Grade e para-choque novos chamam a atenção (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O mercado de picapes está cada vez mais concorrido. Além de Toyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger, VW Amarok, Mitsubishi L200 e Nissan Frontier. E vêm aí Renault Alaskan, Mercedes-Benz Classe X, JAC (ainda sem nome) e uma nova RAM (que demora: é esperada somente para 2022).

A oferta cresce não apenas em número de modelos, mas também de versões. Para o consumidor, quanto mais opções, melhor. Para as fábricas: maior a concorrência.

Por isso, as marcas não param de apresentar melhorias e novidades. Atualmente o prazo de renovação das picapes segue o mesmo ritmo dos carros de passeio.

A linha 2019 da Hilux, que acaba de chegar às lojas, ilustra bem isso. A picape da Toyota ganhou mudanças no design e no conteúdo. Visualmente, as alterações não são numerosas. Na dianteira, mudou a grade e o para-choque.

Versão SRV ganhou novas rodas de liga leve aro 18

Versão SRV ganhou novas rodas de liga leve aro 18 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mas os resultados desses retoques foram grandes, como pudemos conferir pela quantidade de pescoços virados que a nova Hilux contabilizou por onde passamos.

A grade dianteira – até então formada por aletas cromadas e horizontais – ganhou design hexagonal com três barras horizontais em preto brilhante e moldura cromada. O friso que invade o capô agora também é preto.

O para-choque, por sua vez, recebeu um novo formato com a abertura maior e incorporou faróis de neblina, que passam a ser itens de série desde a versão de entrada, SR.

Um efeito menos evidente, mas igualmente importante dessas mudanças, foi o fato de o comprimento da picape ter diminuído 1,5 centímetro. Parece pouco, mas isso contribuiu para atenuar o aspecto bicudo da picape quando observada de perfil.

Por dentro, a versão SRX, topo de linha, foi mais agraciada com melhorias, recebendo interior preto e bancos revestidos de couro perfurado. Mas, desde a versão SR, a Hilux traz, por exemplo, maçanetas cromadas e volante e alavanca de câmbio de couro.

Volante multifuncional é revestido de couro

Volante multifuncional é revestido de couro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O plástico do painel é duro ao toque, mas tem aparência de boa qualidade e solidez, como se espera em uma picape.

Entre os equipamentos, todas as versões contam com itens como ar-condicionado automático digital, computador de bordo, piloto automático, sensor de luz e luzes diurnas (DRL), entre outros itens.

A central multimídia, também de série, abriga GPS, TV digital e câmera de ré, mas não tem compatibilidade com sistemas operacionais de smartphones, seu uso é pouco intuitivo e a sensibilidade da tela imprecisa.

Durante nossa avaliação, por diversas vezes trocamos de FM1 para FM2 quando pretendíamos apenas mudar de estação de rádio.

Mecanicamente não houve alterações. A Hilux segue com os motores 2.7 16V flex e 2.8 16V diesel, com transmissão integral e câmbio manual ou automático sequencial sempre de seis marchas. Os engates dos modos de tração são feitos por meio de um seletor no painel.

Na pista de testes, a versão SRV diesel 2019 repetiu o desempenho da antecessora, com o tempo de 13,8 segundos nas provas de 0 a 100 km/h e as médias de 9,6 km/l, na cidade, e 11,8 km/l, na estrada.

Versão SRV tem sete airbags de série

Versão SRV tem sete airbags de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ao volante, a Hilux continua com o mesmo comportamento dinâmico, que se traduz em um conjunto equilibrado, embora as rodas traseiras girem em falso com facilidade em algumas situações, como na terra, e a picape apresente um rodar que privilegia o conforto.

A Hilux 2019 é oferecida em 11 versões, resultado da combinação de motor, câmbio, carroceria (cabine simples e dupla) e padrões de acabamento, incluindo as versões comercializadas por venda direta para frotistas.

Os preços variam de R$ 111.990 a R$ 196.990. A versão intermediária, SRV, mostrada aqui custa R$ 179.990 (ficou 4,5% mais cara em relação à versão 2018).

Além da variedade de opções, a Toyota criou uma lista de acessórios com mais de 50 itens para, segundo a empresa, atender os mais diferentes gostos e necessidades dos clientes. Nada como uma boa concorrência como incentivo.

Veredicto

Valente e robusta, a líder do mercado ficou bonita, equipada e 4,5% mais cara.

Protetor de caçamba é item de série

Protetor de caçamba é item de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Teste de pista

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 13,8 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 34,9 s – 148 km/h
  • Velocidade máxima: 180 km/h (dado de fábrica)
  • Retomada de 40 a 80 km/h: 5,9 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h: 7,9 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h: 10,6 s
  • Frenagens de 60/80/120 km/h a 0 m: 16/29/68,3 m
  • Consumo urbano: 9,6 km/l
  • Consumo rodoviário: 11,4 km/l

Ficha técnica – Toyota Hilux SRV 2.8 Diesel 4×4

  • Preço: R$ 179.990
  • Motor: diesel, dianteiro, longitudinal, 4 cil., 2.775 cm³, 92 x 103,6, 16V, 177 cv a 3.400 rpm, 45,9 mkgf de 1.600 a 2.400 rpm
  • Câmbio: automático, 6 marchas, 4×2, 4×4, 4×4 reduzida
  • Suspensão: McPherson (diant.)/ eixo de torção (tras.)
  • Freios: McPherson (diant.)/ eixo de torção(tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: liga leve, 265/65 R18
  • Dimensões: comprimento, 533 cm; largura, 185,5 cm; altura, 181,5 cm; entre-eixos, 308,5 cm; altura livre do solo, 22,8 cm; peso, 2.090 kg; caçamba, 1 ton.
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  1. Gabriel Becheleni

    “Mecanicamente não houve alterações. A Hilux segue com os motores 2.7 16V flex e 2.8 16V diesel, com transmissão integral e câmbio manual ou automático sequencial sempre de seis marchas”

    Bom, pelo que eu saiba, a transmissão da Hilux não é integral, inclusive o seletor de transmissão se encontra nas fotos do painel.