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Teste mostra vulnerabilidade de carros com sistema keyless

Com dispositivo eletrônico, ladrões conseguem roubar sinal da chave, entrar no carro e dar a partida

Por Diego Dias - Atualizado em 9 nov 2016, 14h53 - Publicado em 21 mar 2016, 17h30
Botão de partida do Honda CR-V modelo 2015

Os donos de carros com tecnologia keyless têm motivos para se preocupar. De acordo com testes promovidos pela organização alemã ADAC, ladrões podem burlar facilmente o sistema e adentrar no carro com um dispositivo eletrônico simples. O teste englobou 24 veículos com a tecnologia keyless de 19 fabricantes diferentes.

A chamada tecnologia keyless permite que motoristas entrem e deem a partida no carro apenas com a presença da chave (sem a necessidade de manuseá-la) – que é identificada por sensores instalados na porta do veículo. O dispositivo é comum em marcas premium como Audi, BMW e Mercedes-Benz, mas já está migrando também para fabricantes mais populares. Segundo o órgão que fez os testes, para conseguir furtar os carros, os ladrões usam a tática de seguir o proprietário e, com isso, se mantêm próximos e ativam um dispositivo eletrônico que aumenta o alcance do sinal da chave keyless do dono do automóvel. Dessa forma, um segundo ladrão espera o veículo e usa o sinal da chave (captado pelo dispositivo) para entrar no carro e furtá-lo.

Para se ter uma ideia da vulnerabilidade do sistema keyless, em 2014 foram furtados dessa forma, em média, 17 carros por dia em Londres (Inglaterra) – totalizando mais de 6.000 unidades ao longo do ano. Além disso, um estudo feito no ano passado mostrou que 26 fabricantes possuíam modelos com dispositivos vulneráveis a hackers. A lista inclui modelos da Audi, BMW, Citroën, Ford, Honda, Hyundai, Kia, Lexus, Range Rover, Renault, Mini, Mitsubishi, Nissan, Subaru, Toyota e Volkswagen.

Para a ADAC, as montadoras devem encontrando alternativas para lidar com os “gatunos” e melhorar os dispositivos de acesso dos modelos. A organização alerta os proprietários no que diz respeito ao armazenamento da chave e finaliza: “É dever de todas as fabricantes de automóveis se livrarem deste problema. Não faz sentido que este sistema de bloqueio mais caro seja a maneira mais fácil de entrar (no carro) do que uma chave comum”.

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