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Teste revela que colisões a 35 km/h são mais perigosas que a 50 km/h

Pesquisa alemã mostra que pré-tensionadores dos cintos de segurança funcionam em função dos parâmetros do Euro NCAP e ignoram outras situações

Por Renan Rodrigues
11 fev 2026, 10h13 •
Teste alemão a 35 km/h
 (ADAC/Divulgação)
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  • Os testes e exigências das entidades como o Latin NCAP ajudaram os carros a entregarem mais itens de segurança. No entanto, aparentemente, acidentes em velocidades mais baixas podem não significar ferimentos mais leves.

    A descoberta foi feita pelo Automóvel Clube Alemão (ADAC). A entidade realizou testes experimentais com veículos a 35 km/h ao invés dos 50 km/h dos testes padrões e constatou alguns problemas especialmente para motoristas e passageiros mais velhos.

    O carro escolhido foi o chinês MG3, que havia passado por testes de colisão em 2025 no Euro NCAP e conquistado quatro estrelas. As mudanças nos testes foram com relação a motorização, já que o primeiro teste foi com um veículo a combustão e o segundo com uma versão híbrida. Além disso, o impacto foi realizado com três ocupantes ao invés de dois para seguir as novas diretrizes do Euro NCAP.

    Teste ADAC
    (ADAC/Divulgação)

    O MG3 sofreu impacto contra uma barreira deformável para simular um acidente contra um outro veículo. Apesar da energia dispersa na barreira deformável e nas partes móveis do veículo, o motorista enfrenta impactos maiores de que a 50 km/h. Apenas o passageiro do banco traseiro se beneficiou da velocidade menor.

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    Nos gabaritos dos testes a 50 km/h, o passageiro traseiro sofreu impactos consideráveis em tórax, pescoço e cabeça, enquanto o motorista recebeu as melhores notas possíveis. Já no teste a 35 km/h a situação se inverteu, já que o passageiro do banco traseiro não sofreu impactos significativos.

    Já na dianteira, o tórax dos ocupantes são significativamente mais comprimidos no teste em velocidade mais baixa. Enquanto o carona ainda pode sofrer impactos na perna direita. Neste caso, há maior possibilidade de ferimentos graves, especialmente em pessoas idosas, uma vez que a resistência do corpo ao longo da vida é reduzida.

    Comparativo do teste alemão
    (ADAC/Divulgação)
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    E o motivo para que isso aconteça é simples: os pré-tensionadores dos cintos de segurança são projetados para velocidades diferentes entre o banco traseiro e dianteiro. Segundo o ADAC, isso demonstra que as fabricantes se prendem aos cenários solicitados pelo Euro NCAP e esquecem outras situações.

    O Euro NCAP promoveu mudanças para os próximos testes, como a adição de mais bonecos e a mudança de posição para avaliar a influência do peso e tamanho dos condutores. Além disso, os assistentes de condução serão testados sob condições reais e as polêmicas maçanetas elétricas, banidas na China, terão que funcionar perfeitamente após uma colisão.

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