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Segredo: novo Renault Captur vem ao Brasil só em 2021, e terá motor turbo

Marca levará pelo menos dois anos tanto para aprontar o propulsor 1.3 TCe flex quanto para renovar o SUV compacto. Ambos podem estrear juntos

Por Gabriel Aguiar, de Campinas (SP), e Leonardo Felix - 24 jul 2019, 15h57
Segunda geração do Renault Captur europeu Divulgação/Renault

A segunda geração – ou seria uma reestilização aprofundada? – do Renault Duster será lançada no Brasil na primeira metade de 2020, conforme QUATRO RODAS já antecipou.

Mas e a chegada da configuração com o motor 1.3 TCe (turboflex de injeção direta), desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz, já disponível para o Duster europeu?

É bom não esperar por esta opção tão já. Durante o lançamento da nova linha de Sandero, Logan e Stepway, nossa reportagem apurou que o motor turbinado da família TCe não chegará ao país antes de 2021, podendo ficar para 2022.

Motor Renault 1.3 TCe Divulgação/Renault

Segundo fontes, ainda será preciso fazer um trabalho de homologação local e adaptação do propulsor para virar flex. Ainda não se sabe se ele virá importado ou se será produzido em São José dos Pinhais (PR).

Enquanto isso, o novo Duster manterá as opções 1.6 e 2.0 naturalmente aspiradas, respectivamente com 120 e 148 cv, respectivamente.

Talvez uma das novidades seja a troca do câmbio automático de quatro marchas acoplado ao motor de maior capacidade cúbica pelo CVT, que equipa hoje as versões 1.6.

Novo Duster 2019
Nova geração do Duster chega em 2020 sem turbo Divulgação/Renault

A propósito, não será sequer o Duster o modelo responsável por estrear o 1.3 TCe flex no país.

Isto porque, segundo nossas apurações, também ficará apenas para 2021 ou 22 a primeira atualização visual do Captur, recebendo as atualizações da plataforma B0 do Duster e herdando, enfim, o visual (ou pelo menos parte dele) a ser adotado pelo primo Captur europeu a partir deste ano.

Aí basta somar 2+2. Se o novo Captur e o novo motor estreiam entre 2021 e 22… é que ambos podem – para não dizer parecem – estar sendo planejados um para o outro.

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Renault Captur europeu usa base do Clio V. Por aqui, seguirá com a plataforma do Duster Divulgação/Renault

Na Europa, o motor 1.3 TCe rende 150 cv de potência e 25,5 mkgf de torque, dados que podem ser incrementados no Brasil por conta do uso do etanol.

Assim como o Duster, o novo Captur brasileiro deve manter dimensões muito similares ao modelo atual, incluindo a distância entre-eixos de 2,67 metros.

Arkana na corda bamba

Durante o evento, o presidente da Renault no Brasil, Ricardo Gondo, tentou desconversar sobre os rumores sobre a chegada – e até sobre um possível cancelamento de projeto – do SUV-cupê Arkana no Brasil.

“É muito cedo para pensarmos nesse carro”, comentou.

O SUV-cupê Arkana é um projeto encabeçado pela Renault na Rússia Divulgação/Renault

Segundo fonte consultada pela nossa reportagem, a fabricante está próxima de decidir se “vai ou não vai” seguir com o projeto de produção nacional do modelo, porém tendendo mais para o “não”.

O motivo é que os executivos vêm sofrendo para fechar as questões de custo de produção e posicionamento de produto.

“Sabemos que precisamos reter o cliente que comprou um Captur e não tem mais para onde ir, mas seria difícil convencê-lo a comprar um carro na faixa [de preço] de um BMW de entrada. Não queremos dar um passo maior que as pernas”, afirmou.

 

Uma alternativa ao Arkana seria trazer de volta ao radar o SUV médio Koleos, que seria vendido como importado.

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