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Porta-aviões da Marinha está à venda e custa menos que um Rolls-Royce

NAe São Paulo foi desativado no ano passado e passou menos de 3,1% do tempo em operação

Por Rodrigo Ribeiro Atualizado em 24 set 2019, 16h42 - Publicado em 24 set 2019, 16h39
O São Paulo foi comprado para substituir o antigo Minas Gerais Rob Schleiffert/Wikipedia

Você está de olho em um Rolls-Royce Phantom, mas acha o sedã de luxo muito extravagante? Que tal comprar um porta-aviões e ainda guardar o troco?

A pechincha é por conta da Marinha do Brasil, que está vendendo o antigo porta-aviões São Paulo pelo valor mínimo de R$ 5,3 milhões. Isso é consideravelmente menos do que os R$ 6.200.000 cobrados pelo modelo topo de linha da marca britânica.

É importante destacar que este é o preço mínimo exigido pela embarcação, que foi construída em 1957 e comprada da França em 2001, e foi a nau-capitânia da esquadra brasileira até novembro do ano passado.

Durante esses 17 anos o NAe (Navio-aeródromo) São Paulo permaneceu um total de 206 dias em plena operação, o que equivale a menos de 3,1% do período em que ele fez parte da Marinha.

Além da baixa disponibilidade, o comprador do porta-aviões não terá direito a peças sobressalentes e precisará arcar com os custos de remoção do avião do Arsenal de Marinha, na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro.

  • Com 266 metros de comprimento, o São Paulo vai exigir uma “garagem” ligeiramente maior de seu futuro dono. Mas, por outro lado, o felizardo seria o único proprietário de um porta-aviões em toda a América Latina.

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