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Novo SUV elétrico da Mercedes, EQB é versão melhorada do sete-lugares GLB

Sem tempo a perder, Mercedes-Benz faz transição do GLB à eletricidade e muda pouco além do essencial no novo EQB. Modelo chega às lojas ainda em 2021

Por Eduardo Passos Atualizado em 18 abr 2021, 18h11 - Publicado em 18 abr 2021, 18h10
Com exceção dos motores elétricos, não há grandes mudanças em relação ao GLB
Com exceção dos motores elétricos, não há grandes mudanças em relação ao GLB Divulgação/Mercedes-Benz

Os elétricos vêm crescendo não só em vendas, mas também em tamanho. Cada vez mais SUVs do tipo chegam às lojas e o mais novo desses é o Mercedes-Benz EQB, que promete fazer jus ao sobrenome e garantir a fatia da Mercedes no cobiçado segmento.

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Evolução natural do utilitário GLB, o EQB também acomoda sete pessoas e será uma das atrações do Salão de Xangai, que acontece nesta semana. Além dos motores elétricos, as novidades incluem mudanças estéticas e tecnológicas e há pressa em lançá-lo.

Terceiro carro elétrico da Mercedes apresentado em 2021, o EQB foi baseado no estilo Progressive Luxury, aplicado nos outros EVs da linha. Além do SUV, a fabricante também conta com os novos EQA – equivalente elétrico ao GLA – e o suntuoso EQS que, como a última letra indica, evoca o estilo do Classe S com extrema tecnologia.

Por fora é difícil dizer se o carro é elétrico ou não
Por fora é difícil dizer se o carro é elétrico ou não Divulgação/Mercedes-Benz

É cada vez mais notável que as fabricantes querem uma transição suave às baterias e, por isso, o EQB não busca quebrar barreiras estéticas. A busca pela familiaridade é tanta que até a grade frontal, desnecessária, tem seu espaço mantido, sendo trocada por uma discreta placa preta sem qualquer tomada de ar.

À primeira vista, a grade está lá. Para sorte da aerodinâmica, é apenas uma placa estilizada
À primeira vista, a grade está lá. Para sorte da aerodinâmica, é apenas uma placa estilizada Divulgação/Mercedes-Benz

A grande diferença para o GLB fica por conta de barras transversais na dianteira e traseira. Ao contrário de leds, elas usam fibra óptica e conectam faróis e lanternas. De acordo com a fabricante, garante emissão luminosa mais atraente, mas sem excessos.

Os faróis também são levemente azulados, conforme identidade visual da linha, e há grande foco na aerodinâmica, cujo coeficiente (Cx) é de apenas 0,28. Créditos à falta de grades, novas e eficientes rodas de aro 20’’ e peças bem encaixadas, com frestas estreitas.

Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line, Farbe roségold; EQB 350 4MATIC (Stromverbrauch kombiniert: 16,2 kWh/100 km; CO2-Emissionen kombiniert: 0 g/km) // Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line, rose gold; EQB 350 (combined power consumption: 16.2 kWh/100 km, combined CO2 emissions: 0 g/km)
Luzes horizontais são grande novidade estética em relação ao GLB Divulgação/Mercedes-Benz

O EQB também é espaçoso, com 4,68 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,66 m de altura. O entre eixos é o mesmo do GLB (2,83 m) e o porta-malas, na configuração de cinco lugares, chega aos 1.710 litros de capacidade.

Os assentos da segunda fila são ajustáveis, com trilhos e capacidade de recolhimento que, no caso extremo, tornam-no um SUV dois-lugares com imenso espaço de carga. Com sete passageiros, é possível chegar a fila intermediária adiante e aumentar o espaço traseiro, que acolhe ocupantes de até 1,65 m.

Mercedes-EQ, EQB, 2021; Edition 1, Farbe digitalweiß, Interieur: nevagrau; EQB 350 4MATIC (Stromverbrauch kombiniert: 16,2 kWh/100 km; CO2-Emissionen kombiniert: 0 g/km) // Mercedes-EQ, EQB, 2021; Edition 1, digital white, interior: neva grey; EQB 350 (combined power consumption: 16.2 kWh/100 km, combined CO2 emissions: 0 g/km)
Interior do novo SUV elétrico é bem semelhante ao do seu companheiro de marca Divulgação/Mercedes-Benz

O painel do EQB não chega perto do futurismo do EQS, mas também não deixa a desejar com seu estilo e duas telas amplas que servem à central multimídia e painel de instrumentos cada uma. 

Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line; EQB 350 4MATIC (Stromverbrauch kombiniert: 16,2 kWh/100 km; CO2-Emissionen kombiniert: 0 g/km) // Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line; EQB 350 (combined power consumption: 16.2 kWh/100 km, combined CO2 emissions: 0 g/km)
Moldura única e flutuante colabora para que as duas telas funcionem, na prática, como uma grande interface única Divulgação/Mercedes-Benz
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Os displays são os mesmos do GLB, com 10,25’’ cada e moldura única, formando um “telão” otimizado pela futurista interface Mercedes-Benz User Experience (MBUX).

Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line; EQB 350 4MATIC (Stromverbrauch kombiniert: 16,2 kWh/100 km; CO2-Emissionen kombiniert: 0 g/km) // Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line; EQB 350 (combined power consumption: 16.2 kWh/100 km, combined CO2 emissions: 0 g/km)
É possível rebater até cinco lugares do utilitário Divulgação/Mercedes-Benz

Naturalmente mais chamativa para os padrões brasileiros, a versão chinesa oferece interior em tons escuros e detalhes em laranja brilhante. Sobre o porta-luvas, chama atenção a estética de pontos cintilantes.

Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line; EQB 350 4MATIC (Stromverbrauch kombiniert: 16,2 kWh/100 km; CO2-Emissionen kombiniert: 0 g/km) // Mercedes-EQ, EQB, 2021; Electric Art Line; EQB 350 (combined power consumption: 16.2 kWh/100 km, combined CO2 emissions: 0 g/km)
Também há espaço para ousadia no EQB Divulgação/Mercedes-Benz

A tecnologia, claro, também está na condução, que usufrui de sistemas de automação veicular cada vez mais comuns, como assistente de permanência em faixa, frenagem de emergência e detecção rápida de objetos na pista, mesmo durante a noite, chuva ou neblina.

O pacote opcional de assistência ainda inclui assistente de manobras, função “corredor de emergência” (abre espaço automaticamente para veículos de resgate em engarrafamentos) e alerta avançado para manobras em ré.

Passivamente, a proteção reside no mesmo chassi do GLB, aprimorado para as demandas elétricas. No EQB, as baterias são bem protegidas e auxiliam na função estrutural, melhorando a rigidez e, consequentemente, o conforto de rodagem.

Desempenho e autonomia do Mercedes-Benz EQB

Preocupação com autonomia de carros elétricos está virando coisa do passado
Preocupação com autonomia de carros elétricos está virando coisa do passado Divulgação/Mercedes-Benz

Eficiência é a lei para os elétricos, e por isso a Mercedes criou diferentes versões do carro de acordo com os hábitos do consumidor e criou um app de navegação que calcula rotas de acordo com autonomia – por si calculada mediante condições climáticas, relevo e trânsito – e pontos de recarga.

A versão de topo europeia é a 350 4MATIC, com cerca de 280 cv de potência e tração integral. Versões mais básicas, focadas em rotas mais curtas, trazem apenas tração dianteira e 100 cv a menos, mas com autonomia bem satisfatória de 418 km. O lançamento chinês contará até com variante esportiva AMG Line, com belos 292 cv que devem levar o SUV de 0 a 100 km/h em cerca de 6 segundos. 

Qualquer versão, portanto, terá mais que os 163 cv do motor 1.3 turbo do Mercedes GLB 200 vendido no Brasil.

Autonomia, potência e tração podem ser customizados
Autonomia, potência e tração podem ser customizados Divulgação/Mercedes-Benz

O modelo é compatível tanto com tomadas domésticas quanto com carregadores veiculares públicos, seja via corrente alternada ou contínua. Em condições ótimas, é possível recarregar as baterias de 10% a 80% em cerca de 30 minutos.

A Mercedes-Benz preparou convênios com diferentes redes de recarga, a fim de oferecer soluções de pagamento e compatibilidade com mais de meio milhão de pontos ao redor do mundo.

Prazos e países

Modelo chega à Europa e China nos próximos meses e aos EUA em 2002. Já no Brasil...
Modelo chega à Europa e China nos próximos meses e aos EUA em 2002. Já ao Brasil… Divulgação/Mercedes-Benz

Sem tempo a perder, a Mercedes-Benz está prestes a iniciar a produção do novo EQB. A pressa se justifica pelos lançamentos de outras marcas como a conterrânea Volkswagen, cujo sete-lugares ID.6 também está na iminência de chegar às lojas chinesas e também foi destaque em Xangai.

Inicialmente, o elétrico será fabricado para os países europeus em Kecskemét, Hungria. A China, que obriga parceria com empresas locais, terá produção dedicada na planta de Pequim, operada em convênio com a nativa BBAC. Em 2022, será a vez dos Estados Unidos receberem as unidades húngaras.

O Brasil, por outro lado, não foi abordado pela marca, que vende o GLB em nosso mercado por valores na casa de R$ 250.000 a R$ 300.00. Como referência, é possível usar o também elétrico Mercedes-Benz EQC, que foi lançado no país um ano depois de ser apresentado e custa cerca de R$ 575.000.

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