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Nissan Note muda e antecipa mecânica híbrida do novo Kicks brasileiro

Voltado ao mercado japonês, modelo chama atenção pela mecânica, que deverá chegar ao mercado brasileiro em 2022

Por Eduardo Passos Atualizado em 24 nov 2020, 17h33 - Publicado em 24 nov 2020, 17h32
“Tens o que é necessário para eletrificar o meu mercado?” A Nissan, com seu e-Power, diz que sim Divulgação/Nissan

A Nissan apresentou, nesta terça-feira (24), a terceira geração do seu compacto Note, vendido no Japão. Aos brasileiros, entretanto, também há motivos para se atentar, já que o hatch traz tecnologias que deverão constar também no Kicks híbrido que a montadora prepara para o nosso mercado.

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O hatch será oferecido exclusivamente com a segunda geração do e-Power. Ao contrário dos sistemas mais comuns, nos quais as rodas recebem força simultaneamente do motor a combustão e das baterias, o conjunto da Nissan muda a rota da energia e sua transmissão.

Assim, um motor tricilíndrico 1.2 a gasolina, com 80 cv e 11 kgfm é usado exclusivamente para carregar as baterias, que são inteiramente responsáveis pela tração, via motor elétrico. No fim das contas, são 116 cv de potência e excelentes 28,5 kgfm de torque, entregues com a mesma agilidade de um EV completo. A tração do Note, porém, não é integral, mas dianteira.

As diferenças entre um sistema de propulsão elétrico, híbrido puro e o híbrido e-Power Divulgação/Nissan

O sucesso do e-Power ajudou o Note a tomar liderança de vendas do Prius no acirrado mercado japonês. Em sua nova geração, o hatch segue uma linha de design batizada de Timeless Japanese Futurism (futurismo japonês atemporal, na tradução livre), que, na verdade, se aproxima mais dos contemporâneos Leaf e Ariya.

O interior traz painel digital e central multimídia, cada vez mais comuns em modelos de entrada e intermediários Divulgação/Nissan

Além do padrão bicolor, com o preto dominante a partir das maçanetas, destacam-se, na parte de fora, a nova grade e os faróis led, sempre sóbrios. Por dentro há um pouco mais de ousadia, com uso de bancos Zero Gravity que, de acordo com a Nissan, se valem de estudos da Nasa para gerar maior conforto e menor fadiga em longas rotas.

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A princípio os bancos podem parecer desconfortáveis, mas a Nissan garante que até os apoios de braço foram retirados intencionalmente Divulgação/Nissan

Energia nacional

Seguindo tendência adiantada por QUATRO RODAS ano passado direto de Detroit, nos Estados Unidos, o novo e-Power deve equipar a próxima geração do Kicks fabricado no Brasil, fazendo desse o primeiro híbrido nacional da marca.

Novo Kicks e-Power já existe lá fora Divulgação/Nissan

A escolha não é apenas mercadológica, já que o sistema exige plataformas maiores, ainda sendo pouco prático em carros mais compactos.

Na segunda geração do e-Power, o segredo foi trabalhar no inversor responsável por receber a energia da queima da gasolina, em corrente contínua, e entregá-la às baterias em corrente alternada. O novo inversor é 40% menor e 30% mais leve. O sistema como um todo também priorizou o conforto: caso a rodagem gere muito ruído interno, o motor a combustão para de funcionar enquanto houver autonomia.

Cronograma de lançamentos da Nissan no Brasil em 2021. Kicks híbrido, entretanto, só em 2022 Reprodução/ André Gessner/Instagram

Considerando o consumo da primeira geração do e-Power, na casa dos 35 km/l, não é exagero supor que o Kicks brasileiro possa repetir esse desempenho, atingindo autonomia na casa dos 1.200 km.

A data prevista para a chegada do novo SUV, já lançado na Tailândia, é em fevereiro próximo. Sua versão híbrida, entretanto, deve demorar mais um pouquinho, vindo só em 2022. Até lá, resta ficar de olho nos mercados vizinhos.

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