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Fórum Mobilidade: trânsito precisa estar conectado para funcionar

Debate do Fórum Mobilidade defende a sincronização de semáforos, carros e vias para uma circulação mais eficiente

Por Isadora Carvalho - Atualizado em 26 set 2017, 15h35 - Publicado em 24 jul 2017, 17h58
Alexandre Versignassi, diretor de redação da Super Interessante, com representantes da Cisco, Associação Brasileira do Veículo Elétrico e CET  Flávio Santana/Quatro Rodas

O trânsito é um grande sistema, que precisa estar conectado para funcionar com eficiência. Essa transformação já começou e vai revolucionar as cidades.

Essa foi a conclusão do debate promovido pelo Fórum Mobilidade, promovido por QUATRO RODAS.

“Em 2020 teremos 50 bilhões de objetos conectados a internet. Ou seja, sete vezes mais do que a população mundial de 8 bilhões de pessoas. Isso só mostra o quanto estamos mergulhados na tecnologia e dependemos dela”, diz Severiano Leão Macedo, Digital Transformation Advisor da Cisco.

VEJA A FALA DE SEVERINO LEO, DIGITAL TRANSFORMATION ADVISOR DA CISCO

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Tal tecnologia, segundo Macedo, pode contribuir para uma maior adesão ao home-office, o que permitiria um desafogamento imediato das vias.

“A Cisco, por exemplo, tem mais 500 funcionários em São Paulo, mas o escritório só tem capacidade para 100 colaboradores. E todos saem ganhando com isso, inclusive o trânsito.”

Semáforos conectados

O presidente da CET, João Octaviano Machado Neto, discorreu sobre os semáforos inteligentes. “Ao todo são 6.500 cruzamentos, 1.200 monitorados, mas apenas 600 com atuação remota.”

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Neto afirma que está preparando um modelo de projeto com iniciativas privadas (Parceria Público-Privada – PPP) para a reformulação de todo o sistema.

“Estamos trabalhando em uma camada de inteligência para os semáforos. Todos os pontos de semáforos terão Wi-Fi, o que permitiria a criação de um sistema internet das coisas (IoT), para poder estar preparado para conversar com os carros e as vias” diz.

Uma das vantagens possíveis seria a sincronização de semáforos de acordo com o fluxo. “Todas as unidades terão um no-break e uma alimentação secundária com energia solar. Teremos outro patamar (de equipamentos). Isso vai nos permitir fazer gestão adequada desses corredores”, destacou.

VEJA A FALA DE JOÃO OCTAVIANO MACHADO NETO, PRESIDENTE DA CET

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Vandalismo

Neto avaliou também que a companhia busca soluções para problemas que são mal administrados há muito tempo. “Hoje temos tecnologias avançadas, como carros autônomos e IoT. Mas do outro lado enfrentamos uma realidade medieval.”

Segundo ele, 62 torres de controle de semáforos sofreram vandalismo neste ano, o que dificulta a manutenção dos equipamentos.

Só no cruzamento do semáforo na Avenida Rio Branco, na região central da cidade, foram oito vezes. A média de preço desses aparelhos é de R$ 30.000.

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