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Fórum Direções: Rota 2030 fará setor automotivo mais competitivo

Executivos da indústria apostam que Rota 2030 beneficiará também a importação e exportação de automóveis

Por Isadora Carvalho Atualizado em 13 nov 2017, 16h10 - Publicado em 23 set 2017, 13h19
Rota 2030 beneficiará o setor segundo painel do Fórum Direções
Rota 2030 beneficiará o setor segundo painel do Fórum Direções Bio Foto/Quatro Rodas

O Rota 2030 vai tornar a indústria automotiva mais competitiva e globalizada. Graças a ações voltadas a livre importação e exportação de automóveis e incentivos a produção local de tecnologia.

Essa foi a conclusão do painel “Rota 2030: os desafios da segunda fase do Inovar- Auto” que encerrou o Fórum Direções 2017.

Segundo Roberto Cortes, presidente da MAN Caminhões América Latina, essa é a primeira vez que temos um plano econômico de longo prazo e que irá resolver problemas estruturais.

“Com quase 40 anos de experiência no setor é a primeira vez que um programa tem como foco resolver questões estruturais, que inibem a nossa competividade”, afirma Cortes.

Cortes admite que é a primeira vez que um programa resolverá problemas estruturais
Cortes admite que é a primeira vez que um programa resolverá problemas estruturais Bio Foto/Quatro Rodas

De acordo com ele, todos os outros programas eram mais curtos. O Inovar-Auto cobria só cinco anos, já o Rota 2030 terá 13 anos de vigência.

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Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, acredita que o Rota 2030 vai propiciar integrar o Brasil ao mundo. “Teremos um fomento ao desenvolvimento do setor de autopeças, com incentivos para a nacionalização de tecnologias nas áreas de segurança e conectividade”, afirma Dan.

Questionado sobre um aumento no índice de nacionalização das peças com a vigência do Rota 2030, Frédéric Sebbagh, presidente do Grupo Continental América do Sul, defende que a política não obrigada o aumento do índice de nacionalização dos veículos, mas contribui positivamente para isso.

“Temos peças tecnológicas importadas atualmente que poderiam ser fabricadas aqui. Com a retomada da economia, isso se torna cada vez mais factível”, diz Sebbagh.

Frédéric Sebbagh, da Continental, acredita no aumento de nacionalização das peças
Frédéric Sebbagh, da Continental, acredita no aumento de nacionalização das peças Bio Foto/Quatro Rodas

Entre os itens mais próximos para a nacionalização estão o controle de estabilidade, que será obrigatório a partir de 2020, e o painel digital.

O presidente do Sindipeças conclui o debate de maneira positiva: “o Rota 2030 é o caminho para voltarmos a crescer, mas agora de maneira competitiva e global sem medidas protecionistas”, afirma Dan.

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