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Fiat abandonará carros a combustão até 2030 e promete elétricos baratos

Montadora corre para traçar seu futuro elétrico e sabe da importância do preço nessa empreitada

Por Eduardo Passos Atualizado em 7 jun 2021, 10h42 - Publicado em 7 jun 2021, 10h34
Cada recarga varia de 15 h (3 kW) a 35 min (85 kW)
500e conduz estágios iniciais da eletrificação em Turim Divulgação/Fiat

Em meio à febre dos elétricos, a Stellantis já havia se comprometido a abandonar de vez seus carros movidos a combustão interna. Dessa vez, a Fiat foi além e não apenas cravou sua eletrificação total como prometeu automóveis elétricos cada vez mais acessíveis.

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O compromisso foi ressaltado pelo próprio CEO da marca italiana, Olivier François, que refletiu sobre o impacto ambiental do seu produto e ressaltou que a economia de escala na produção das baterias deve refletir em carros elétricos mais populares. Com pressa, a mudança “radical” da marca deverá ocorrer o “mais rápido possível”.

 

“Nosso dever é oferecer ao mercado, o mais rápido possível e de forma compatível com a redução do custo das baterias, carros elétricos que não custem mais que os carros a combustão. Estamos explorando o território da mobilidade sustentável para todos, este é o nosso projeto”, detalhou François.

Fiat Pulse 2022_frontal
Mesmo fora dos planos, powertrain híbrido é possível na plataforma do novo Fiat Pulse Divulgação/Fiat

O chefe do grupo Stellantis, Carlos Tavares, já havia garantido que até 2025 todos os carros em produção pelo conglomerado teriam ao menos versões híbridas à venda. Tavares, por outro lado, previra que híbridos teriam vida curta, sendo abandonados após a transição na matriz energética.

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François parece concordar, afirmando que em 2030 ao menos a italiana terá seu portfólio 100% formado por modelos elétricos, cessando definitivamente sua conversão às baterias.

Stellantis já definiu seu processo de conversão à eletricidade
Stellantis já definiu seu processo de conversão à eletricidade Reprodução/Stellantis

Com regras ambientais cada vez mais rígidas, a Fiat não depende apenas da própria vontade para rumar à eletrificação, uma vez que modelos não-elétricos tendem a ser proibidos por diversos órgãos estatais nos próximos anos.

Também por isso a fabricante ressaltou necessidades como as de “aumentar os pontos de carregamento privados dentro dos condomínios, (…) acima de tudo, adaptando os condomínios existentes, tornar mais visíveis os pontos de recarga da cidade e aumentar o número de postos de recarga rápida.

Suspensão é firme e sofre com os buracos na rua

Atualmente, o principal elétrico da Fiat é o compacto 500e, prestes a chegar ao Brasil. Lançamentos como o SUV Pulse terão plataforma com suporte à hibridização, ainda que essa seja realidade mais distante do lançamento.

Os futuros EVs da Fiat, entretanto, serão baseados nas quatro inéditas plataformas unificadas da Stellantis, batizadas de STLA Small, Medium, Large e Frame. Aplicadas a partir de 2023 aos segmentos C, D e E, as arquiteturas universais serão estendidas a todas as categorias até 2025.

Atualmente todos os lançamentos do grupo já vêm com plataformas híbridas, com exceções entre picapes e SUVs grandes. Mais novidades são esperadas em 8 de julho, quando o grupo realiza seu evento anual voltado aos veículos elétricos.

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