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Ferrari deixa de ser a marca mais poderosa do mundo

Italiana caiu para o 10º lugar no ranking da Brand Finance

Por Vanessa Barbosa de EXAME.com - Atualizado em 9 nov 2016, 14h21 - Publicado em 23 fev 2015, 19h50
mercado

A Lego destronou a Ferrari e se tornou a marca mais poderosa do mundo em 2015, de acordo com pesquisa da consultoria Brand Finance.

O título cobiçado coroa um ano de conquistas para a fabricante de brinquedos dinamarquesa. Em 2014, a marca lançou seu primeiro longa-metragem, o filme “Uma Aventura Lego”, um sucesso comercial e de crítica que ajudou a impulsionar a empresa para o topo da lista.

Segundo a Brand Finance, em um mundo “saturado de tecnologia”, os pais buscam cada vez mais a criatividade “back-to-basics”, que permite às crianças construir seus próprios mundos, tijolo por tijolo, como eles próprios faziam no passado. “O filme estimula essa nostalgia entre os novos pais e seus filhos e captura perfeitamente este apelo entre gerações”, diz a consultoria.

Já a fabricante de carros esportivos de luxo Ferrari não teve o mesmo desempenho. De acordo com o estudo da Brand Finance, a escuderia continua a ser uma marca muito forte, mas o brilho de ouro da década de 1990 está começando a se desgastar. Ao longo de um ano, a marca despencou do primeiro para o décimo lugar no ranking.

A consultoria associa a queda ao fato da Ferrari não faturar um título mundial há muito tempo e, também, à má campanha de 2014 – a escuderia não venceu sequer uma corrida. Outro fator que pode explicar a perda de poder seria à diminuição do senso de exclusividade associado à marca.

O CEO Sergio Marchionne, que assumiu o comando da Ferrari há menos de um ano, busca aumentar a produção da marca para elevar a receita, em movimento contrário ao de seu antecessor, Luca di Montezemolo, que havia limitado a produção anual da Ferrari a sete mil unidades para preservar o caráter de exclusividade.

Para avaliar o poder das marcas, a Brand Finance levou em conta fatores como lealdade do consumidor, familiaridade (reconhecimento de um anúncio, por exemplo), satisfação pessoal e a reputação corporativa global. O resultado é um índice de força, que varia de zero a 100.

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