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É possível ganhar dinheiro com carro de leilão? Especialista dá dicas

Cerca de 60 leilões de veículos são realizados diariamente no Brasil, movimentando mais de R$ 20 milhões; veja como fazer um bom negócio

Por Isadora Carvalho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
13 jun 2024, 07h00

Participar de leilões de carros pode ser uma boa maneira de ganhar dinheiro extra e muita gente se dedica exclusivamente a essa atividade. É o caso de Gladiston Azevedo, que há três anos se dedica apenas à compra de veículos em leilões, mas também promove cursos online sobre o assunto e tem 1,3 milhão de seguidores no perfil do instagram, onde é conhecido como “louco por leilões”. 

A busca por conhecimento na área acompanha o aumento dos pregões online, um segmento que cresceu 70% durante a pandemia e que, segundo especialistas do setor, não perdeu relevância.

O que o Gladiston chama de “virada de chave” e que o motivou a começar a investir mais em leilões foi o lucro que teve ao vender uma Ford Transit, ano 2011, há oito anos. Ele ainda trabalhava na oficina mecânica do pai (onde trabalhou desde os 14 anos) e já comprava carros de leilão para complementar a renda.

Gladiston Azevedo
Ford Transit comprada por Gladiston em 2016 (Gladiston Azevedo/Acervo pessoal)

“O furgão custou R$ 33.000 e o comprador me ofereceu um VW Fox 2012 e mais R$ 30.000, foi esse negócio que me fez querer viver disso. Em um negócio, eu praticamente ganhei um carro que muitas pessoas passam a vida para conquistar”, conta Gladiston, que já tem 14 anos anos de experiência comprando em leilões. 

Gladiston Azevedo
VW Fox 2012 foi o “lucro” na venda da Transit (Gladiston Azevedo/Acervo pessoal)

Mas para obter esse lucro de mais de 50% é necessário experiência e conhecimento para não cair em golpes ou comprar veículos que não são o que parecem e poderão dar dor de cabeça na manutenção ou revenda. Solicitamos algumas dicas para o especialista para que você tenha mais chance de fazer bons negócios tanto em leilões presenciais quanto virtuais. Confira:

Atenção aos golpes

Há incontáveis sites falsos de leilões e muitos casos de pessoas que perderam um bom dinheiro com essa modalidade de golpe. O especialista indica que os sites dos leiloeiros oficiais, normalmente, terminam com “.com.br” no final da URL e no geral, os sites que tem terminações como “.com” ou “.com/br” ou até “.org” são falsos.

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“Tenho orgulho em dizer que ajudei mais de 1.000 pessoas a não cairem em golpes e esse atualmente é o grande problema do mercado de leilões no Brasil”, diz Gladiston, que oferece uma lista de mais de 800 leiloeiros oficiais que é atualizada diariamente, mas o serviço é pago.

Procure um leilão perto da sua casa

Mesmo com a modalidade virtual, a indicação é sempre visitar o carro que pretende arrematar presencialmente. Um leilão perto da sua residência facilitará a visita, reduzirá o custo com deslocamento e também o custo do frete, caso arremate o veículo.

Gladiston Azevedo

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Dedique um tempo para ler o edital

O valor final do arremate não é o valor que você vai pagar. Cada leiloeiro fixa uma taxa que, em média, é de 5% do valor que foi arrematado. Também há taxas administrativas, que constam no edital de cada leilão. Além disso, haverá todos os custos inerentes à compra de um carro, em especial documentação, que inclui a transferência de nome e eventual mudança de placa e IPVA.

Não compre carros sinistrados

O especialista garante que apenas uma pequena parte das frotas que são vendidas em leilões pelo Brasil são provenientes de sinistro, ou seja, envolveram-se em acidentes de trânsito. São carros conhecidos como pequena monta, média monta e grande monta.

Gladiston Azevedo

O pequena monta se dá por avarias leves no veículo e é o único caso em que não consta um registro de recuperado de sinistro no documento do mesmo.

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No média monta há avarias maiores e haverá o registro no documento, o que vai dificultar a revenda, pois o mercado de seguradoras costuma ser resistente para assegurar carros que já tenham passado por sinistro.

Por fim, os veículos de grande monta não tem direito a documentação e só podem ser vendidos como sucata.

Gladiston Azevedo
O especialista em um leilão com picapes oriundas de frota de empresa privada (Gladiston Azevedo/Acervo pessoal)

“Eu sempre aconselho o público a preferir os veículos provenientes de financeiras e, em especial, de frotas de empresas privadas e órgãos públicos. Nesse último caso, na maioria das vezes, encontramos carros com pouca coisa para fazer, com baixa quilometragem e que estavam funcionando”, indica Gladiston. 

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Gladiston Azevedo
Gladiston em um leilão de frota pública que participou (Gladiston Azevedo/Acervo pessoal)

Não tem test-drive

É importante ressaltar que nenhum leilão de carros no Brasil permite que o carro que está sendo leiloado seja conduzido pelos interessados, muitos não permitem nem sequer ligar o motor.

Gladiston Azevedo

Portanto, é necessário sempre colocar na conta que sempre existirá a possibilidade do motor estar com problema e isso pode encarecer (muito) o conserto do veículo para a revenda. “Sempre coloco na cabeça que o motor pode estar com problema e meu lucro pode diminuir na revenda. Mas, de acordo com a procedência, é possível evitar a compra de modelos com motores inutilizados”, afirma. 

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Sempre avalie presencialmente

A dica principal do especialista é que a avaliação tem que ser presencial. Há detalhes que só são vistos pessoalmente e informações também. “Eu coleto informações importantes quando vou visitar os lotes, inclusive de funcionários que rodaram muitos quilômetros com aquele carro e sabem o estado do motor, por exemplo.”

Gladiston Azevedo

O especialista indica que, caso não haja a possibilidade de visitar o local onde os lotes estão expostos, o mais indicado é solicitar a visita do mecânico de confiança, o que aumenta a possibilidade de comprar um bom carro. “Entre os meus alunos já existe a prática de trocar favores de um ir visitar para o outro conforme a conveniência e disponibilidade, a única regra é sempre visitar”, conclui. 

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