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Chevrolet Silverado gastará mais gasolina por falta de chips eletrônicos

Picape terá que abrir mão de sistema de desativação de cilindros pelo menos até o lançamento da linha 2022 para não ter produção interrompida

Por Henrique Rodriguez Atualizado em 17 mar 2021, 13h49 - Publicado em 17 mar 2021, 13h21
Silverado 1500
Divulgação/Chevrolet

A crise no fornecimento de semicondutores é global e atrapalha todas as indústrias dependentes de itens tecnológicos. Na General Motors a falta de semicondutores já forçou a paralisação da produção de todas as versões do Chevrolet Camaro e dos Cadillac CT4 e CT5.

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A intenção é focar em SUVs e picapes, mas para manter as Silverado 1500 e GMC Sierra em produção foi necessário tomar uma decisão difícil: deixar que algumas versões passem a gastar mais gasolina. 

Silverado 1500
Divulgação/Chevrolet

A GM confirmou ao jornal Detroit Free Press que produzirá, a partir desta semana, algumas versões da linha 2021 de suas picapes grandes sem o módulo de Gerenciamento Ativo de Combustível/Gerenciamento Dinâmico de Combustível. Essa decisão valerá até a mudança de ano/modelo da picape, o que está previsto para meados do segundo semestre.

  • Com a ausência do módulo de gerenciamento de combustível as unidades da Chevrolet Silverado 1500 e GMC Sierra equipadas com o motor V8 5.3 EcoTec perdem o sistema de desativação de parte dos cilindros. Com isso, não conseguem alcançar sua eficiência máxima de combustível.

    V8 5.3 EcoTec
    Detalhes do motor V8 5.3 EcoTec Divulgação/Chevrolet

    A estimativa é que versões com câmbio automático de seis ou oito marchas terão o consumo médio piorado em 0,4 km/l. O consumo médio homologado para a Silverado 1500 nos EUA é de 8 km/l.

    A vantagem dessa estratégia é manter as picapes em produção nas fábricas de Fort Wayne, em Indiana, e em Silao, no México. A GM vem focando sua produção nos EUA em picapes e SUVs, que são seus modelos mais rentáveis. Anteriormente a GM declarou que a falta de componentes eletrônicos poderia reduzir seus ganhos em até 2 bilhões de dólares em 2021 e não espera normalidade na cadeia de suprimentos global antes do segundo semestre do ano.

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