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Aula de segurança

De nada adianta ter um automóvel equipado com a última palavra em equipamentos que podem salvar sua vida se você não os utilizar corretamente. Descubra quais são os principais erros e como evitá-los

Por Luís Perez
19 ago 2015, 12h35 • Atualizado em 9 nov 2016, 14h38
  • geral

    A comoção nacional pela morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo provocou uma discussão sobre a importância do cinto de segurança no banco traseiro. Além de necessário, seu uso é obrigatório. Quem não o afivela comete infração grave, punível com multa de R$ 127,69 e 5 pontos na habilitação. Ainda assim, pesquisa da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) revela que 53% dos passageiros do banco traseiro não usam o cinto. O caso Cristiano Araújo comprova que não adianta ter a última palavra em tecnologia de segurança se ela não for utilizada corretamente. Para garantir que você esteja usufruindo de todo o potencial que seu carro oferece, separamos a seguir exemplos de erros que são mais comuns do que deveriam.

    FREIOS ABS

    Desde o início de 2014, todo automóvel vendido no Brasil precisa ter o sistema. Acontece que até hoje

    muitos se assustam ao realizar uma frenagem de emergência: quando o dispositivo atua, há uma forte vibração no pedal – o que indica que o sistema está trabalhando para não deixar as rodas travarem. Nessa hora, alguns motoristas tiram o pé do freio, pensando que há algum problema. Isso nunca deve ser feito. Ao frear de repente, pode pisar fundo sem medo.

    AIRBAG X CINTO

    As bolsas infláveis, também obrigatórias desde 2014, são um equipamento que complementa a proteção do cinto. Ou seja, não é porque o carro tem airbag que o cinto pode deixar de ser usado. Ao contrário. Às vezes, a lesão por não usar cinto é mais grave num carro com airbags do que sem. E airbag não abre em qualquer batida. Alguns motoristas capotam, não há a abertura dos dois airbags e eles reclamam. Isso ocorre porque os sensores não detectaram uma colisão frontal, necessária para esse acionamento.

    TRIÂNGULO

    Nunca coloque o triângulo de segurança no teto do carro que quebrou ou logo atrás dele. Ele deve ser colocado para que o veículo que vem atrás saiba que há um problema na pista e tenha tempo de reação. Por isso, nada de cinco passos. São necessário pelo menos 30 metros de distância (50 passos normais, em média). Parou no acostamento? O triângulo deve ser colocado também nessa situação. E, quando parar, ligue o pisca-alerta, tema do próximo item.

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    PISCA-ALERTA

    Muita gente usa essas duas luzes que piscam como forma de alertar outros motoristas de que está com pressa ou em uma emergência, com o carro em movimento. Também conhecido como luz intermitente, o recurso é para ser usado apenas com o veículo parado. Aliás, é até mais perigoso em uma situação de baixa visibilidade, por exemplo, usar o pisca-alerta em movimento, pois quem conhece a regulamentação pode ser induzido a acreditar que o veículo está parado, provocando um acidente.

    LANTERNA DE NEBLINA

    Quem nunca se deparou com um veículo à frente, em uma rua ou estrada com visibilidade perfeita, com uma luz vermelha bem forte, a ponto de ofuscá-lo? Pois bem, essa é a luz traseira de neblina, que muita gente desconhece até a existência. Deve ser usada em situação de baixa visibilidade, sob neblina ou chuva muito forte, nunca no dia a dia, pois atrapalha quem vem atrás.

    DVD PLAYER

    A legislação não permite que haja telas visíveis de equipamentos de TV e DVD com o carro em movimento. Porém algumas lojas (às vezes, até concessionárias) se oferecem para destravar o equipamento. Além de distrair o motorista, podendo provocar um acidente, rodar com o veículo assim configura infração grave – multa de R$ 127,69 e 5 pontos na carteira Alguns carros mais modernos têm o sistema dual view, em que o passageiro da frente visualiza a imagem da TV e o motorista, não.

    4X4 FORA DE HORA

    Muitos acham que usar o 4×4 no asfalto vai melhorar a aderência e a estabilidade do veículo, especialmente na chuva. Isso só é verdade para veículos com tração integral (full time), que contam com um diferencial central, que vai compensar a diferença de velocidade do eixo dianteiro em relação ao traseiro. É o caso de modelos como o Land Rover Defender, o Toyota SW4 ou os Subaru. No sistema 4×4 temporário (part time, como os das picapes S10, Ranger ou Hilux), não há esse diferencial. Assim, ao acionar o 4×4 no asfalto, além de aumentar o consumo, o motorista vai diminuir a estabilidade do veículo.

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    CONTROLE DE TRAÇÃO

    Tal como o controle de estabilidade (ESP), ele existe para proporcionar mais segurança. Então nada de querer bancar o piloto, desligando o controle de tração, apesar de ser uma opção oferecida na maioria dos automóveis. A única hipótese em que isso se justifica é ao encontrar dificuldade para sair de um terreno de baixo atrito, como lama, grama molhada, paralelepípedo úmido ou neve.

    ASSISTENTE DE FRENAGEM

    Também chamado de frenagem autônoma, o recurso que freia o carro sozinho em movimento começa

    a equipar modelos de menos de R$ 100 000 no Brasil, atuando para evitar uma colisão ou amenizar seus efeitos. Mas atenção: se o motorista pisar no freio, ele é automaticamente inibido, pois entende que a pessoa já está no comando. Ou seja, começou a frear, termine. Não espere que ele assuma o comando outra vez, pois o dispositivo presumiu que o motorista não está mais distraído.

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