Após zerar testes de colisão, Onix terá reforços estruturais

Chevrolet fará alteraçõestécnicas; mudanças chegam também ao sedã Prisma e estão previstas para o início de 2018

Porta traseira direita se abriu após o impacto nos testes do Latin NCAP

Porta traseira direita se abriu após o impacto nos testes do Latin NCAP (divulgação/Internet)

Após obter NENHUMA estrela nos testes de colisão do Latin NCAP, a Chevrolet não pode dizer que perdeu vendas. Os consumidores brasileiros levaram o veículo a um recorde em agosto – foram 18,5 mil unidades que ganharam novas garagens. Só em um mês.

Em apuração de QUATRO RODAS, fontes ligadas à empresa revelaram que o compacto receberá aços de ultra-alta resistência nas colunas A e B. Reforçar estes pontos da estrutura teria impacto positivo tanto em colisões frontais como nas laterais, situação em que o Onix demonstrou maior debilidade.

Estrutura lateral será reforçada com aços mais resistentes

Estrutura lateral será reforçada com aços mais resistentes (divulgação/Internet)

E a Chevrolet não vai esperar por mais um facelift ou qualquer outra mudança de design para aplicar estes reforços tanto no Onix como no Prisma. A ideia é aplicar estas mudanças na linha de montagem de Gravataí (RS) até março de 2018.

Em maio, quando divulgou novos testes de impacto do Onix, o Latin NCAP disse que o compacto “mostrou um desempenho pobre, já que o teste de impacto lateral evidenciou uma compressão alta no peito do passageiro adulto, divulgando uma alta penetração na estrutura”.

O teste de impacto lateral deixou evidente que, hoje, o hatch não tem dispositivos de absorção de energia para impactos laterais – possui apenas barras de proteção nas portas.

Na época, a General Motors disse, entre outras coisas, que “O Chevrolet Onix cumpre integralmente com todos os requisitos locais de segurança dos mercados onde é vendido na América do Sul. (…) Combinado com airbags duplos e freios ABS com distribuição eletrônica de força de frenagem, acreditamos que o Onix é um dos veículos mais seguros em seu segmento, que é apenas uma das razões de ser o veículo mais vendido na América do Sul.”

A empresa comentou a informação de mudanças no projeto do Onix: “Desde a publicação da norma a respeito dos testes de impacto lateral, em 2013, a GM vem desenvolvendo seus produtos para que cumpram com todos os requisitos de segurança até o prazo estabelecido.”

Neste caso, a GM refere-se à futura obrigatoriedade de testes de colisão para homologação de automóveis no Brasil.

O uso de aços de ultra resistência nesta região seria capaz de conter essa penetração da estrutura em colisões laterais. Não à toa, esta é uma estratégia comum na indústria mundial e vem se tornando cada vez mais comum entre carros nacionais, como ocorreu com Volkswagen Up!, Ford EcoSport e Fiat Toro.

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  1. Ricardo Soares

    Só faz se for obrigatório Chevrolet, não se preocupe em oferecer segurança aos seus clientes, pq a maioria não olha isso. Só ver seus número de vendas. Brincadeiras a parte, se nós fôssemos mais exigentes neste aspecto a Chevrolet já teria feito essas alterações há tempo. Seria legal ver um ranking das vendas dos carros e o nível de segurança que oferecem pra ter uma ideia de quanto nós valorizamos isso.

  2. EDUARDOTEIXEIRA KULL

    Quer dizer, então, que se o carro não tivesse sido escalado para o Crash test, continuariam com a “cara de paisagem”, sem fazer nada?

  3. Pra que segurança? O importante é ter central multimidia bonitinha e rodas estilosas pra chamar a tenção na rua. Se o cliente não cobra, não deixa de comprar, não mudam.

  4. E o Fiat Mobi que tirou nota 1, quando receberá os reforços estruturais?

  5. André Binenbojm

    Com isso a GM só confirma o óbvio! O Ônix tem problemas sérios nessa questão de resistência contra colisões laterais. Essa atitude da GM ratifica que o carro tem problemas estruturais. Mas o que me deixa mais estarrecido é que o consumidor brasileiro, mesmo sabendo desse erro grave de projeto, não só continuou comprando como ainda aumentou as vendas do carro em questão. Se estivéssemos em outro país, provavelmente essa carroça chamada Ônix encalharia nas concessionárias e os compradores lesados estariam devolvendo os carros e pedindo o seu dinheiro de volta! Isso só fortalece a GM e as outras montadoras para que fazer e cobrarem o que quiserem, pois o povo brasileiro engole qualquer coisa sem reclamar de nada! Isso é lamentável e nos mostra o quanto temos que evoluir como consumidores! Se o apelo da necessidade de segurança não sensibiliza o consumidor brasileiro então nada mais o fará.

  6. eu prefiro Etios

  7. “acreditamos que o Onix é um dos veículos mais seguros em seu segmento, que é apenas uma das razões de ser o veículo mais vendido na América do Sul”, parabéns GM brasileiro vota em ladrao e mentiroso, seu carro favorito não deveria ser diferente.
    Por falar nisso fim de semana andei de passageiro em um Tracker ltz (geração passada), atrás do banco do motorista ha um pedaço de ferro longo que a única explicação é estar ali para aleijar o ocupante traseiro em algum acidente. Por essas atitudes e esses carros que não tenho chevrolet e não me arrependo nada por isso.

  8. Vandeilson Dantas

    Infelizmente a maioria dos consumidores brasileiros são desinformados. Um carro que foi reprovado nos testes de colisão e ser o número um no ranking de vendas é um absurdo. A maioria dos consumidores não sabem nada de mecânica de carro. Não sabem nem sequer a potência do motor do carro. Se pensão que estou exagerando, faça o teste? É por estes e outros motivos que nós pagamos preços absurdos em automóveis que nem valem a metade… Em um país sério já o teriam tirado de produção.