Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Alfa Romeo e Chrysler podem acabar em 10 anos se não derem resultados

Grupo automotivo se preocupa com a participação das fabricantes no mercado e dá “janela de tempo de 10 anos” para a apresentação de resultados melhores

Por Pedro Henrique Oliveira 14 Maio 2021, 17h52
Alfa Romeo Stelvio vermelho visto de frente
O Stelvio é um dos SUVs mais bonitos da atualidade e um dos modelos da Alfa Romeo no mercado Divulgação/Alfa Romeo

As marcas Alfa Romeo e Chrysler, assim como Lancia e Dodge, não alcançaram as metas traçadas quando ainda faziam parte da FCA. Por conta de estratégias equivocadas ou poucos modelos no mercado, o grupo acredita que as empresas ficaram para trás em relação ao desempenho nas vendas.

Clique aqui e assine Quatro Rodas por apenas R$ 8,90. 

Com a criação da Stellantis a partir da fusão entre a FCA e a PSA Peugeot Citroën, a situação das marcas passou a preocupar o CEO Carlos Tavares, que em entrevista à Autocar, deu um ultimato a essas marcas que estão mal das pernas.

“Estamos dando uma chance a cada um, com uma janela de tempo de 10 anos, financiando uma estratégia de modelo central. Os CEOs precisam ser claros na promessa, nos clientes, nos alvos e nas comunicações de cada marca”, disse Tavares.

Carlos Tavares (esquerda), CEO da Stellantis, e John Elkann (Direita), Chairmann da nova empresa
Carlos Tavares (esquerda), CEO da Stellantis, e John Elkann (direita), chairman do grupo automotivo Stellantis/Divulgação

O CEO já havia respondido perguntas relacionadas ao tema de forma mais amena, mas agora adota um discurso mais enfático sobre os objetivos de sobrevivência das fabricantes. “Se tiverem sucesso, ótimo. Cada marca tem a chance de fazer algo diferente para atrair os consumidores”, explica. 

Continua após a publicidade

Se Alfa Romeo e Chrysler não melhorarem seus números de desempenho até 2031, as duas empresas correm o risco de serem fechadas pelo grupo. Mesmo com o ultimato, as perspectivas são de melhora para as marcas, que já começaram a se movimentar e, inclusive, trabalhar em sinergia. 

  • Do lado da Alfa, o novo CEO da empresa e ex-chefe da Peugeot, Jean-Philippe Imparato, já tomou algumas decisões. Uma delas é a utilização da nova plataforma STLA Large no lugar da Giorgio, que promete ajudar na arquitetura de novos modelos para impulsionar as vendas. 

    Já a Chrysler encontra um cenário mais complicado. Ela tem apenas três modelos no seu catálogo se contarmos com o 300C, que sai de linha ainda este ano. É provável que a empresa utilize também a nova plataforma de design no futuro, mas ainda há um mistério sobre quais veículos ela irá suportar.

    Chrysler Pacifica Hybrid em posição 3x4 de frente
    A Chrysler Pacifica foi o único modelo inédito lançado pela marca nos últimos anos Divulgação/Chrysler

    A Stellantis passa a observar de perto a situação das duas fabricantes. Vale lembrar que, com a união, o grupo automotivo se tornou a quarta maior força do ramo, atrás apenas de Volkswagen, Toyota e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

    Não pode ir à banca comprar, mas não quer perder os conteúdos exclusivos da Quatro Rodas? Clique aqui e tenha o acesso digital.

    Capa Quatro Rodas Abril
    Arte/Quatro Rodas
    Continua após a publicidade
    Publicidade