Guia de Usados: Smart Fortwo

Prático e charmoso, o que lhe falta em tamanho sobra em segurança e itens de série. Mas a rigidez da suspensão é dureza...

usado usado

Charmoso, prático e divertido, ele poderia ser confundido com um brinquedo. Assim é o Smart Fortwo, que desde 2009 passou a ser importado oficialmente, condensando trem de força e dois lugares em apenas 2,70 metros. Se na Europa ele surgiu como um racional veículo urbano, aqui virou figurinha carimbada para quem abre mão da discrição em favor da personalidade: sua estrutura reforçada de aço forma uma célula de sobrevivência que transparece entre painéis de plástico colorido. A robustez dessa estrutura é evidenciada pelas quatro estrelas no crash-test EuroNCAP. Há airbags frontais e laterais, ABS e ESP, que ajudam na condução de um carro curto, alto (1,54 metro) e estreito (1,56 metro).

Oferecido no início só na versão Passion, tem ar-condicionado, direção elétrica, farol de neblina e som com MP3 nas opções Coupe (teto panorâmico plástico) e Cabriolet (capota de lona elétrica). O espaço é mais que suficiente para dois e o motorista dispõe de boa ergonomia, mesmo sem ajustes na direção.

O 1.0 turbo de três cilindros, sob o porta-malas de 220 litros, bebe pouco (13,3 km/l na cidade e 16,6 na estrada, no nosso teste de pista), mas seus 84 cv e 12,2 mkgf lhe conferem desempenho convincente, desde que se troquem as marchas manualmente, pois para o câmbio automatizado de cinco marchas o consumo sempre será a prioridade.

Apesar de estável, ele sofre na estrada com o deslocamento de ar de veículos pesados e com a buraqueira de nossas ruas, devido à suspensão muito dura – seu dono precisa se acostumar com pancadas e batidas secas, agravadas pelos pneus de perfil baixo 155/60 R15 na frente e 175/55 R15 atrás.

Em 2010 veio a série Brazilian Edition, com 300 carros amarelos cuja decoração era baseada na bandeira brasileira. Perdia o turbo (o motor ficou só com 71 cv e 9,4 mkgf), a direção elétrica, as borboletas no volante e o teto panorâmico. Porém adotava o start-stop, que desliga o motor abaixo de 8 km/h.

O alto custo da mão de obra e a falta de preparo da rede de três concessionárias incomoda, mas suas peças de reposição não são tão caras e quase sempre se encontram disponíveis para pronta-entrega.

FUJA DA ROUBADA

No nosso teste de Longa Duração, nem a rede autorizada Smart foi capaz de fornecer um serviço adequado. por isso, tome cuidado com
os carros importados por independentes: já é possível achá-lo no mercado a preço de popular básico, mas a falta de um plano de revisões
não permite obter um confiável histórico de manutenção.

NÓS DISSEMOS Maio de 2009

636_usa_01.jpg 636_usa_01.jpg

>> Confira na edição

“O câmbio automatizado do Smart
foi programado para vencer maratonas de economia de combustível. (…) Mas basta trocar as marchas por conta própria, no paddle-shift, para o Fortwo mudar da água para o vinho.
(…) O acabamento interno aposta na beleza do design, em lugar de cromados ou superfícies macias. Mas algumas economias incomodam. como não há ajuste de altura para banco e cintos de segurança, pessoas mais baixas ficam com a tira roçando o pescoço. Falta tampa no porta-luvas, computador de bordo e rádio com sistema Bluetooth.”

PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA)

Passion Coupe

2009: 42 365

2010: 43 823

2011: 54 421

2012: 58 735

Passion Cabrio

2009: 47 001

2010: 50 653

2011: 60 780

2012: 67 136

PREÇO DAS PEÇAS

Amortecedor dianteiro (cada)

Original: 950

Paralelo: –

Pastilhas dianteiras (jogo)

Original: 450

Paralelo: 380

Farol dianteiro comum (cada)

Original: 1 448

Paralelo: –

Para-choque dianteiro

Original: 661

Paralelo: –

Embreagem

Original: 3 100

Paralelo: –

PENSE TAMBÉM EM UM… Fiat 500

636_usa_02.jpg 636_usa_02.jpg

Menos radical que o Fortwo, o 500 se baseia na tradicional mecânica de motor transversal com tração dianteira e seu estilo apela para a onda retrô. A suspensão é mais adequada ao Brasil e ele sofre menos que o Smart na estrada. O acabamento merece destaque, com peças internas da mesma cor do carro, simulando partes metálicas. Bem equipado, impressiona pelos sete airbags e itens de segurança como ABS, EBD, ASR e ESP. Leva vantagem ainda na enorme rede autorizada Fiat, mas deixa a desejar em exclusividade: a última fornada dos Fiat 500 passou a vir do
México a preço convidativo, o que aumentou sua presença nas ruas.

ONDE O BICHO PEGA636_usa_03.jpg 636_usa_03.jpgRodas

Com menos de 10 cm de flanco nos pneus, as rodas do Smart sofrem com a buraqueira das
ruas brasileiras. Cheque se os aros estão amassados ou empenados, pois cada um custa pelo menos 1500 reais na autorizada.

Turbo

Vale pedir a um mecânico que verifique se não há vazamentos na linha de pressurização (causa queda no desempenho) ou se a turbina se encontra em bom estado, sem folga nos mancais. Fumaça branca em marcha lenta é indício de que algo não vai bem.

Carbonização

O plano de manutenção pede a troca de velas a cada 60 000 km, mas nosso teste de Longa Duração mostrou que esse intervalo prolongado acaba por impeder a queima ideal da mistura, provocando o acúmulo de carvão nas válvulas de admissão.

Embreagem

Como em todo automatizado, é bom verificar o estado de atuadores e solenoides. O kit completo de embreagem não sai por menos de 3 100 reais.

Capota elétrica

O Cabrio não costuma apresentar infiltração de água ou poeira, mas é sempre melhor verificar sua estanqueidade antes da compra. Abra e feche a capota para verificar se o motor e as articulações estão funcionando: qualquer defeito obriga a troca do teto inteiro.

A VOZ DO DONO

636_usa_04.jpg 636_usa_04.jpg

“É um carro urbano por excelência: fácil de estacionar, cabe em qualquer vaga, tem desempenho adequado e é muito econômico. Na estrada anda junto de carros mais potentes e seu porta-malas basta para um casal, pois acomoda duas bolsas grandes. Tem a suspensão muito dura, mas é um carro robusto, tanto que pretendo trocar o meu por outro zero.”

Denis Silva, 23 anos, comerciante, Santo andré (SP)

O QUE EU ADORO

“Rápido nas arrancadas e ágil no trânsito urbano, ele tem suspensão bem firme, altíssimo nível de equipamentos e
baixo consumo na cidade e na estrada.”

Fernando Noronha, 54 anos, técnico judiciário, porto alegre (RS)

O QUE EU ODEIO

“A depreciação é alta, há ruídos internos desde novo e a suspensão é muito seca em pisos ruins. Na estrada, balança quando passam os caminhões.”

Felipe Ramos Pereira Bruel, 28 anos, advogado, Brasília (DF)

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s