Guia de Usados: Land Rover Freelander II

O Land Rover agrada pelo desempenho, conforto e tecnologia, mas sua manutenção é só para quem entende

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Quando chegou aqui, em 2007, a segunda geração do Land Rover Freelander 2 pouco tinha a ver com a anterior: impressionava pela evolução técnica e construtiva, estava maior, mais largo e mais alto e ainda compartilhava a identidade visual do irmão classudo Range Rover Sport. A maior novidade era o 3.2 de seis cilindros em linha, de alumínio. Além das 24 válvulas, trazia coletor de admissão e comandos de válvulas variáveis, garantindo elasticidade ímpar. Apesar dos 233 cv a 6 300 rpm, o torque de 32,3 mkgf surgia a 3 200 rpm, com 80% disponíveis a 1 400 rpm.

O resultado aparecia no bom desempenho em cidade e estrada, apesar de seus 1770 kg. Mérito também do câmbio automático de seis marchas e da

tração integral Terrain Response, com quatro ajustes (asfalto, grama/cascalho/neve, lama e areia).

Mesmo sem reduzida, sua capacidade fora de estrada era superior à de rivais como Honda CR-V e Toyota RAV4, todos na faixa de preço da versão S, que trazia ar-condicionado bizona, nove airbags, ABS com EBD, sensor de chuva e de faróis e controles de tração, estabilidade e rolagem da carroceria. A SE acrescentava banco de couro elétrico, Bluetooth, retrovisor com rebatimento elétrico e sensor de estacionamento dianteiro e traseiro. A top HSE incluía central multimídia, faróis adaptativos de xenônio, teto solar duplo e bancos aquecidos, para um comportamento dinâmico digno de automóvel. Em todas elas, suspensão independente nas quatro rodas.

Sucesso de público e de crítica, o SUV sofreu mudanças sutis em 2009: novos detalhes cromados, aerofólio traseiro e para-choques e saias laterais da cor do carro. A reestilização veio na linha 2011: grade dianteira, para-choques, faróis e lanternas eram redesenhados. Em meados do ano, veio o esperto motor motor 2.2 turbodiesel de 190 cv e 42,8 mkgf.

Confiável no asfalto e fora dele, sua única exigência é a mão de obra qualificada. A manutenção deve ser feita em rede autorizada ou oficinas especializadas na marca. O alto custo das peças de reposição também é alvo de reclamação, mas compensado pela robustez e longo intervalo entre as revisões.

FUJA DA ROUBADA

Fique atento aos recalls: foram três ao todo, envolvendo risco de incêndio, reparo no teto solar e verificação da conexão elétrica do airbag. Basta checar se todas as revisões foram feitas nos três anos da garantia.

NÓS DISSEMOS Março de 2007

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>> Confira na edição

“O Freelander 2 é inteiramente novo. a começar pelo motor 3.2 de 233 cv. Seu câmbio automático tem seis marchas. (…) para quem quer se aventurar nas trilhas, o Freelander dá show. o sistema Terrain response tem três programas para a transmissão, que se adaptam às condições de piso. Feita a opção, você só precisa acelerar. vencer os obstáculos é tarefa do carro. (…) Como ficou mais robusto, ele passou a se comportar mais como um jipe, o que implica uma atitude mais enérgica por parte do motorista. a direção exige maior esforço e a suspensão filtra menos os impactos provocados pelo piso.”

PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA) SE 3.2

2007: 66 695

2008: 78 215

2009: 83 022

2010: 91 378

2011: 12 646

SE 2,2 diesel

2007: –

2008: –

2009: –

2010: –

2011: 136 826

PREÇO DAS PEÇAS Para-choque dianteiro

Original: 4 000

Paralelo: 1 250

Farol completo (cada um)

Original: 3 500

Paralelo: 1 800

Disco de freio diante. (cada um)

Original: 436

Paralelo: 500

Pastilha de freio dianteira (par)

Original: 633

Paralelo: 510

Retrovisor (cada um)

Original: 2 000

Paralelo: 1 200

PENSE TAMBÉM EM UM… Audi Q3

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Se você aprecia a agilidade do Freelander, não vai se decepcionar com o desempenho do Audi Q3. Seu motor 2.0 turbo com injeção direta e a tração integral Quattro são potencializados pela precisão da transmissão automatizada de sete marchas e dupla embreagem. Ele pode não ter a mesma desenvoltura no fora de estrada que o rival, mas conta com o Drive Select, que permite escolher entre quatro ajustes que gerenciam as respostas do acelerador e modificam as curvas do motor, ideal para uma tocada esportiva. É possível privilegiar conforto, esportividade ou economia de combustível. No entanto, sua oferta entre os usados é menor.

ONDE O BICHO PEGA641_usado_04.jpg 641_usado_04.jpgDireção hidráulica

A principal fonte de ruídos no sistema é o entupimento do reservatório do fluido, o que pode danificar a bomba a longo prazo. A troca do reservatório custa apenas 150 reais e não deve ser protelada, sob risco de comprometer a bomba (2 461 reais) e a cremalheira da caixa

de direção (4 097 reais).

Vibrabrequim

Na versão diesel pode ocorrer vazamento no retentor do virabrequim, identificado pela presença de óleo entre o cárter e a carcaça da transmissão. Lançado em 2011, aproveite que ele ainda está na garantia.

Bancos dianteiros

Certifique-se de que eles estão firmes e sem folgas. Dependendo do peso do motorista ou passageiro, eles podem se soltar, tornando-se fonte constante de ruídos.

Rolamentos do diferencial traseiro

Quando gastos, produzem um ronco que desaparece acima dos 50 km/h – ou seja, o ruído se revela em trajetos urbanos. A Land Rover recomenda a troca do diferencial completo, que custa 9 998 reais, mais 4 horas de mão de obra (1 080 reais).

Bomba da tração Haldex

A troca dos rolamentos do diferencial traseiro (e não sua substituição completa) coloca em risco a bomba hidráulica do acionamento do diferencial traseiro. Uma bomba nova custa 2022 reais, mais 1080 reais de mão de obra.

A VOZ DO DONO641_usado_05.jpg 641_usado_05.jpg

“Não há carro mais versátil: reúne conforto para os dias de trabalho e valentia para encarar os piores caminhos no fim de semana. O desempenho rivaliza com o dos sedãs mais potentes, o consumo é baixo e tem boa dose de segurança ativa e passiva. A manutenção é cara, mas compensa pela robustez: não apresentou problema em três anos.”

Vitor Jose Ramos Filho, 32 anos, cirurgião plástico, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“É um carro alto e confortável, sem abrir mão da estabilidade. O motor é muito potente, o acabamento, primoroso e o nível de itens de série é indiscutivelmente o melhor.”

Sidney Longo, 34 anos, advogado, São paulo (SP)

O QUE EU ODEIO

“A rede autorizada é pequena, o que atrapalha quando precisamos de mão de obra especializada. As peças de reposição são caras e nem sempre para pronta entrega.”

Caetano Manfrini, 28 anos, empresário, indaiatuba (SP)

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