Guia de usados: Honda Fit (2° geração)

Sem concorrentes, o menor modelo da Honda é caro, mas compensa em versatilidade, robustez e confiabilidade

Lançado em 2008, ele ficou maior em todos os sentidos Lançado em 2008, ele ficou maior em todos os sentidos

Lançado em 2008, ele ficou maior em todos os sentidos (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Com quase 15 anos de mercado, o Fit é o meio-termo entre hatch e minivan, que se manteve isolado na preferência do público sem rivais diretos. Entre todas as gerações, a mais bem-sucedida foi a segunda, conhecida pelos fãs como New Fit.

Lançado em 2008, ele chegou todo remodelado e maior, melhorando o espaço interno. O novo interior adotava o padrão de estilo (e até o volante) do Civic de sétima geração – também chamado de New.

Trazia duplo airbag, ar-condicionado, trio e direção elétrica, computador de bordo e o sistema ULT de rebatimento dos bancos, permitindo até dez combinações diferentes.

Perfil monovolume com 384 litros de porta-malas Perfil monovolume com 384 litros de porta-malas

Perfil monovolume com 384 litros de porta-malas (Marco de Bari/Quatro Rodas)

As versões LX e LXL vinham com um 1.4 litro de comando variável i-VTEC e quatro válvulas por cilindro, com bons 101/100 cv. Já a EX e a EXL tinham um 1.5 de 116/115 cv. Na dúvida, escolha a 1.5: anda mais (média de 2 segundos mais rápidos nas provas de aceleração) e é mais econômico que o irmão menor.

O câmbio automático de cinco marchas era uma opção em todas as versões, mas não os freios a disco nas quatro rodas com ABS e distribuição eletrônica de frenagem, indisponível na LX.

Motores 1.4 e 1.5 são econômicos e suficientes para o porte do carro Motores 1.4 e 1.5 são econômicos e suficientes para o porte do carro

Motores 1.4 e 1.5 são econômicos e suficientes para o porte do carro (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O EX incluía as rodas aro 16, volante multifuncional com couro, ar digital e repetidores de pisca nos espelhos. A top EXL trazia bancos de couro, faróis de neblina e borboletas no volante para o câmbio automático.

Em janeiro de 2011, chegou a nova versão básica DX: perdia frisos laterais, rodas de liga do LX e o som. A linha 2013 foi levemente reestilizada, com nova grade e para-choques, além de uma barra cromada dianteira nas versões mais caras.

Depois veio o Twist, com motor 1.5 e roupa aventureira: faróis de máscara negra, lanternas translúcidas, para-choques exclusivo, rack no teto e moldura nos para-lamas. Na linha 2014, a DX deu lugar à CX, com faróis de máscara negra e lanternas do Twist.

O interior adotava o padrão de estilo do Civic de sétima geração O interior adotava o padrão de estilo do Civic de sétima geração

O interior adotava o padrão de estilo do Civic de sétima geração (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Seja qual for a versão, a compra de um Fit usado costuma ser tranquila: ele é muito bem aceito no mercado pela ausência de problemas crônicos e aclamado pela robustez e confiabilidade. Basta ter o cuidado de verificar o histórico de manutenções: a elogiável qualidade do pós-venda é garantia quase certa de que todas as revisões foram realizadas.

Para quem gosta, a fartura de porta-trecos é uma qualidade Para quem gosta, a fartura de porta-trecos é uma qualidade

Para quem gosta, a fartura de porta-trecos é uma qualidade (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Onde o bicho pega

Câmbio automático

Não tem histórico de problemas, mas é bom testá-lo com cuidado e verificar se o fluido foi trocado no prazo de 80.000 km ou 48 meses.

Motor

Como na maioria dos japoneses, o Fit usa tuchos sólidos para acionar as válvulas, exigindo atenção especial. Válvulas com folgas irregulares apresentam ruídos e comprometem o consumo e o desempenho.

Acabamento interno

Apesar de bem construído, vale a pena certificar-se de que o revestimento e peças de plástico estão intactos, especialmente a tampa do porta-luvas, difusores de ar, alças de teto e tampão do porta-malas.

Suspensão

Por ser firme e de curso curto, vale a pena conferir o estado de buchas, batentes e amortecedores, que podem estar sem ação e ter vazamentos.

Recall 1

Nos modelos com chassi não sequenciais 9Z100001 a 9Z800001, o airbag do passageiro pode espalhar fragmentos cortantes ao ser acionado.

Recall 2

São 149.736 unidades produzidas de março de 2011 a dezembro de 2014, que podem indicar volume maior de combustível do que realmente há no tanque, causando o risco de pane seca.

Sistema de rebatimento dos bancos permite até dez combinações diferentes Sistema de bancos modulares permite até dez combinações diferentes

Sistema de bancos modulares permite até dez combinações diferentes (Marco de Bari/Quatro Rodas)

A voz do dono

Nome: Anamaria Prado

Idade: 50 anos

Profissão: funcionária pública

Cidade: Campinas (SP)

O que eu adoro – “Além de prático e versátil, é gostoso de dirigir: responde imediatamente ao acelerador e consome pouco. Não apresentou nenhum defeito em sete anos e o atendimento da rede autorizada é excelente”

O que eu odeio – “Pelo valor cobrado, o acabamento interno deixa a desejar: basta pegar uma rua com irregularidades para que os revestimentos e o tampão do porta-malas comecem a produzir vários barulhos.”

Preço médio dos usados (tabela Fipe)

Modelo  2009 2010 2011 2012 2013 2014
DX 1.4 Automático      –    – R$ 32.150 R$ 34.021    –    –
CX 1.4 Automático      –    –    –    –    – R$ 41.021
LX 1.4 Automático R$ 31.494 R$ 33.029 R$ 34.279 R$ 36.810 R$ 39.944 R$ 42.830
LXL 1.4 Automático R$ 31.497 R$ 33.749 R$ 35.247 R$ 36.998    –    –
EX 1.5 Automático R$ 31.975 R$ 36.587 R$ 39.147 R$ 41.172 R$ 45.951 R$ 54.917
EXL 1.5 Automático R$ 32.950 R$ 35.045 R$ 37.200 R$ 39.744 R$ 44.089    –
TWIST 1.5 Automático    –     –     –    – R$ 42.720 R$ 44.126

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) R$ 728,58 R$ 450
Farol (cada um) R$ 976,44 R$ 857
Discos de freio (par) R$ 760 R$ 210
Pastilhas de freio (jogo) R$ 385 R$ 90
Amortecedores (quatro) R$ 1.240 R$ 1.160
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  1. Tive um ano 2010 impecável de acabamento … Mas foi minha maior decepção automotiva de todos os tempos … Suspensão péssima para as crateras do nosso país duro desconfortável, parece carro rebaixado e olha que com amortecedores novos … Mecânica .. bom tive problemas com catalisador e saiu pela bagatela de R$4.500 sem mão de obra na rede autorizada… Queimei o carro na primeira oportunidade … Só desgosto com um carro que eu esperava muito

  2. Ricardo Diniz

    Tive um 2006…EX manual, despesa muita alta para manter esse carro…peguei com 34000 km e dei quase de graça na troca por um Etios(muito mais macio)… a Honda tenta te vender peças e serviços sem necessidade…e quando tem que trocar as quatro bobinas? Não sai por menos de R$2500…até 80000 km não tive problemas…exceto as peças que a concessionária te induzia a trocar, que hj percebo, foi sem necessidade alguma…o pos venda Honda não é toda essa maravilha igual pregam por aí…

  3. Richard Félix Gonçalves

    É um fato de quem passou por-um Honda Fit ficaria decepcionado’a’,mais para mim vale pena comprar-las na em uma concessionaria,mais a cesta de peças de não vale a pena gastar em uma autorizada, mais sim no paralelo,depende de cada bolso!.

  4. Cassio Silva

    Tive um Fit 2004 CVT e considero que a Honda fez uma grande bobagem ao adotar o velho cambio automático a partir dessa geração. O carro perdeu agilidade, as trocas são ruins, o motor ficou ruidoso e beberrão. A besteira da Honda só foi desfeita agora com o novo e caríssimo modelo.
    Já eu passei pro Sentra e agora Fluence e não abro mão do câmbio CVT por nada…

  5. A matéria faz referência ao Civic de sétima geração, porém o New Fit tinha o volante do sedã de oitava geração.