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Este Ford Escort aguenta ir da China à França e pode ser seu a R$ 250.000

Rara unidade da primeira geração do notchback preparada para aguentar rali de 19.000 km está à venda no Brasil, mas custa preço de um BMW

Por Fabio Black - Atualizado em 12 jun 2020, 14h59 - Publicado em 13 jun 2020, 07h00
Pronto para enfrentar qualquer rali do planeta, esse Escort de primeira geração pode ser seu OACERVO/Divulgação

A Ford só trouxe o Escort para o Brasil em 1983. Na época, foi um carro com design inovador e mecânica moderna, muito além do que o Corcel era capaz de entregar até então.

Foi um sucesso imediato, fazendo com que a Volkswagen corresse parar lançar seu arquirrival, o Gol GT 1.8.

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Mas o Escort já existia muito antes disso em outros mercados.

Lançado em 1968 no Reino Unido, também inovou na Europa com formas arredondadas, molduras nos faróis e tração traseira (diferentemente do nosso Escort nacional, dianteiro).

OACERVO/Divulgação

Seu grande pecado nos anos 1960 eram os motores fracos, mas ainda assim era um carro muito leve e equilibrado, bom de curva, o que rapidamente o levou para as pistas.

Não antes de ser preparado para gerar mais potência. Foi ai que nasceu o RS 1600, com motor 1.6 16V e duplo comando no cabeçote, que rendia 114 cv de potência e 14,5 kgfm de torque.

Como o Escort RS pesava apenas 780 kg, o desempenho era muito bom. Ele chegava aos 100 km/h em cerca de 9 segundos e atingia 182 km/h. Acabou virando uma lenda nos ralis.

Toda instrumentação apropriada para Rali usado na época OACERVO/Divulgação

Entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970, a equipe Ford de rali foi praticamente imbatível. Sua vitória mais emblemática, aconteceu no mundial de rali Londres – Mexico em 1970.

Até hoje, em todo o mundo, os Ford Escort de primeira geração são usados em competições fora de estrada.

E se você está querendo entrar nesse mundo, encontramos um belo Escort MK1 1970, pronto e homologado para qualquer rali do planeta, à venda no Brasil.

Todos os itens de segurança homologados pela FIA OACERVO/Quatro Rodas

Um apaixonado por ralis de veículos antigos e primeiro brasileiro a disputar o Rali de Monte Carlo (a bordo de um Volvo Amazon de 1967) foi quem idealizou o carro durante os últimos cinco anos.

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O projeto era voltar a Monte Carlo, desta vez com o Escort, e fazer a mais desafiante prova de rali de regularidade do planeta, o Rali Pequim-Paris. São 19.000 km percorridos em 32 dias.

legenda OACERVO/Divulgação

Para tanto, seu Escort foi desenvolvido aos mínimos detalhes.

Há cinco anos, foi inteiro desmontado e preparado para conseguir obter a homologação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da Fiva (Federação Internacional dos Veículos Antigos).

Todos os equipamentos são originais e iguais aos utilizados na época de fabricação do carro (1970).

Instrumentos de cronometagem HEUER de época dão o ar vintage ao cockpit OACERVO/Divulgação

Não houve poupança de esforços ou investimentos: tudo de melhor no mundo dos ralis está nesta unidade.

Inicialmente feito pela preparadora inglesa Burton, o Escort passou pelas mãos de Ferreirinha, famoso mecânico que cuidava dos carros de um tal de Emerson Fittipaldi em seus tempos de Fórmula Ford.

Hoje, o motor RS 1600 preparado pelo Ferreirinha está limitado a 140 cv, mas pode atingir muito mais.

Tanque de 105 litros de competição elevam a autonomia do Escort OACERVO/Divulgação

A lista de melhorias e acessórios é extensa:

– Mudança de bloco para 1600 cc igual ao do Lotus
– Formatação de Fórmula Ford agora com 1740 cc
– Comando da Crane Cans inglesa (tenho mais dois comandos fast road) do RS
– Balancim de titânio
– Válvulas balanceadas
– Pistões e bielas balanceadas – compressão 10.1
– Cabeçote 1600 do RS com serviço de F-Ford
– Bomba de óleo, água e distribuidor de competição
– Dois carburadores Weber duplos 40 com duplo acionamento
– Dutos trabalhados
– Coletores de escape trabalhados, no mesmo tamanho e balanceados em bancada de fluxo de gases
– Escape dimensionado
– Barra de motor
– Ignição eletrônica Bosch
– Radiador original dimensionado com ventoinha Elétrica
– Pás de plástico do modelo RS
– Coletor de gás do óleo do modelo RS
– Freio à disco nas 4 rodas com válvula equalizadora no meio
– Câmbio revisado com manopla Speed Shift
– Freio de mão normal (acompanha o acionamento de rally)
– Instrumentos Smiths
– Iluminação interna de rally
– Halda trip twinmaster
– Cronômetro Heuer
– Relógio cronômetro MiG 21
– Bancos Sparco competição (FIA)
– Cinto 5 pontos vintage Simpson (FIA)
– Teto anti-chamas
– Extintor 5 litros
– Santo Antônio FIA Anexo K 10 pontos
– Protetor de capacete
– Interface para capacetes ou fone de ouvido (acompanha dois com microfones)
– Caixa de fusíveis no lado do copiloto
– Tanque com 105 litros competição
– Dois estepes metal
– Bomba elétrica de combustível de competição
– Filtro e medidor de compressão da bomba de combustível King
– Travas no capô e na tampa traseira de segurança
– Chave geral externa e acionamento de extintor
– Ganchos de guincho frente e traseira
– 2 faróis auxiliares de milha tipo Oscar, 2 faróis auxiliares amarelos de neblina tipo Oscar ambos com protetor Cibie de metal (works) – suportes de duro alumínio Works da Ford
– Farol de neblina Lucas traseiro
– Farol de milha inglês PIAA auxiliar (rally africano ou de neve – works)
– Iluminação e plásticos Lucas

Ele pode ser seu por R$ 250.000 e está à venda na loja @oacervo, do Instagram. O preço é alto, o equivalente a um BMW X1 zero-quilômetro, mas as possibilidades são maiores ainda.

Já imaginou fazer o Rali de Monte Carlo? Ou o desafiador Pequim-Paris? Eu já…

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