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Fiat City era a picape do 147 com caçamba minúscula e prática

Com ela, a Fiat inaugurou, há quase 40 anos, o segmento das picapes compactas que décadas depois daria origem à Strada

Por Fabiano Pereira
Atualizado em 2 set 2023, 18h50 - Publicado em 2 set 2023, 18h50
147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

A Fiat é frequentemente lembrada por algumas iniciativas pioneiras no Brasil. Foi ela que lançou o primeiro carro de produção movido a álcool, o 147. Também foi ela que introduziu o conceito do carro compacto de 1 litro. Mas pouco se fala de outro pioneirismo da marca italiana no país: o das picapes derivadas de carros de passeio. Esse mérito é da 147 Pick-up.

A novidade foi apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo de 1978. QUATRO RODAS antecipou seu lançamento flagrando o segredo da Fiat em testes em Minas Gerais na edição de janeiro de 1978.

147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Previa-se que a picape seria capaz de transportar 450 kg de carga e dois passageiros. Em fevereiro de 1979, o novo modelo entrava na tabela de preços de QUATRO RODAS, com duas opções de motor, 1050 e 1300. Oriundos do 147 hatch, o primeiro rendia 56 cv e 7,9 mkgf e o segundo, 61 cv e 10,8 mkgf. O câmbio era manual de quatro marchas.

A 147 Pick-up era um 147 adaptado de tal maneira que toda a área do compartimento interno atrás dos bancos dianteiros desse espaço à caçamba. O entre-eixos era o mesmo, 222 cm, para 363 cm de comprimento. Assim como o fôlego modesto dos motores, isso limitava bastante o espaço para carga. Por outro lado, era exatamente o que conferia simpatia à picapinha.

Interior do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Para completar o visual, a Fiat criou uma tampa traseira que se abria para a esquerda, fugindo à regra entre a maior parte das picapes do mercado de ter tampa com abertura para baixo e dando um toque de graça a mais.

Banco do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Tendo lançado a perua Panorama em 1980, no ano seguinte a Fiat aproveitou a base maior desta para evoluir sua picape. Com 18 cm a mais no comprimento, ela ganhou tampa da caçamba que se rebaixava à maneira tradicional, além de retrovisores mais afastados das portas.

Mostradores do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ainda que tenha sido rebatizada de Fiorino Pick-up para fazer par com o novo Fiorino Furgão, até na publicidade ela era tratada simplesmente como Pick-up Fiat. Só o motor 1300 era oferecido, nas versões a gasolina (61 cv) e álcool (62 cv). A capacidade de carga aumentava para 500 kg, mais o motorista.

147
Sistema de teclas de acionamento do farol, ventilador e pisca alerta do 147 City (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Já em 1982, a picape recebeu a frente Europa do Fiat 147, levemente mais inclinada para dentro em direção ao para-choque e com piscas divididos em duas partes.

Motor do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Para essa inovação, a montadora italiana adotou uma estratégia atípica na época: manter a geração antiga em paralelo. O fabricante batizou a versão mais recente de City e a destinou a quem buscava um veículo mais para o lazer que para finalidades profissionais.

Caçamba do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Pick-up Fiat e Pick-up City: enquanto uma trabalha, a outra se diverte, dizia o slogan de um comercial de TV, para deixar claro o propósito das duas gerações da picape 147. A convivência das duas gerações durou até 1984, quando chegou a frente Spazio para a City e a 147 Pick-up saiu de linha.

Lanterna traseira do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Outubro de 1986
“A colocação quase horizontal do volante de direção obriga o motorista a uma posição mais ereta, o que resulta num aumento de visibilidade da representante da Fiat (…). A suspensão de trás faz com que a traseira pule em demasia quando se trafega sem carga em pisos irregulares (…). Na City, sentem-se, algumas vezes, dificuldades no engate da primeira e segunda marchas, um antigo problema dos Fiat (…). A City praticamente repetiu os resultados do último teste, certamente em virtude da inexistência de modificações.”

Caçamba do 147 Pick-Up, modelo 1980 da Fiat, do mecânico paulista Marco Antônio Parma, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Fiat City

  • Teste – Outubro de 1986
  • Aceleração de 0 a 100 km/h – 17,8 s
  • Velocidade máxima – 133,8 km/h
  • Frenagem 80 km/h a 0 – 31,7 m
  • Consumo – 9,3 km/l (urbano) a 11,8 km/l (rodoviário)

Preço

Outubro de 1986 – Cz$ 51.150
Atualizado – R$ 75.536 (IGP-DI/FGV)

Ficha técnica

  • Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros, a álcool Cilindrada: 1 297 cm3
  • Diâmetro x curso: 76 x 71,5 mm
  • Taxa de compressão: 10,6:1
  • Potência: 59,7 cv a 5 200 rpm
  • Torque: 10,0 mkgf a 2 600 rpm
  • Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira
  • Dimensões: comprimento, 388 cm; largura, 154 cm; altura, 135 cm; entre-eixos, 222 cm Peso: 808 kg
  • Suspensão: dianteira: independente, McPherson, com braço simples, molas helicoidais; traseira: independente, com braço triangular inferior, feixe transversal de molas semielípticas
  • Freios: disco na dianteira e tambor na traseira
  • Pneus: 13 x 4, 145 SR 13, radiais
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