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Por que a potência de um híbrido nem sempre é a soma dos motores?

A força total desse tipo de veículo depende do gerenciamento dos motores de tração

Por Da Redação - Atualizado em 15 ago 2018, 14h43 - Publicado em 15 ago 2018, 14h40
Porsche Panamera híbrido
Panamera híbrido: nele a potência total é somada, mas nem sempre é assim Divulgação/Porsche

O Porsche Panamera E-Hybrid tem um V6 de 330 cv e um motor elétrico de 136 cv, com potência combinada 462 cv. Já o Toyota Prius tem o 1.8 de 98 cv e o elétrico é de 72 cv, mas o valor total é de 123 cv. Por que em um modelo a potência é quase a soma e no outro, não? – Paulo Paz – Santa Maria (RS)

Porque a potência combinada dos híbridos não necessariamente é o valor somado de todos os motores, já que eles são acionados em momentos diferentes.

Segundo a Toyota, o motor a combustão do Prius só entra em ação em momentos em que o veículo exige mais potência, como em subidas ou arrancadas intensas.

Nesse caso, isso faz com que o pico de potência dos dois motores não obrigatoriamente ocorram ao mesmo tempo.

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No Prius a força máxima é menor do que a soma aritmética da potência dos dois motores de tração Silvio Gioia/Quatro Rodas

O mesmo ocorre com o torque. Enquanto em um motor elétrico o pico de força acontece a qualquer rotação, em um propulsor a combustão o conjunto precisa estar a uma rotação mais elevada para obter seu torque máximo.

Mas esse valor pode variar e ser, inclusive, a soma da potência dos dois propulsores – como ocorre no BMW i8, que possui um motor 1.5 biturbo de 234 cv e um elétrico de 131 cv, cuja potência combinada é de 365 cv.

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