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Isofix será obrigatório a partir do ano que vem

Em 2018, os novos projetos de carro sairão de fábrica com Isofix. Em 2020, a regra vai valer para todos os automóveis

Por Isadora Carvalho - 18 jul 2017, 17h08
Skoda/Divulgação

Metade dos veículos novos vendidos no país é equipada com os sistemas Isofix ou Latch, segundo dados da Jato Dynamics. E esse número está prestes a mudar – para melhor.

A partir de 2018, a resolução 518 do Contran obrigará todo novo projeto de automóvel, SUV e picape dupla a ter pontos de ancoragem para cadeirinhas infantis. Dois anos depois (em 2020), a regra passará a valer para todos os modelos à venda no Brasil.

“O Isofix é o sistema de retenção infantil mais avançado disponível”, diz Juliana Lopes, coordenadora de infraestrutura de trânsito do Dena­tran. Esse tipo de fixação possui travas na cadeirinha no formato de garras, que são encaixadas em um ponto fixo na estrutura do veículo.

Hoje, no Brasil, como o Isofix não é obrigatório, a maior parte das cadeirinhas não oferece o sistema. As melhores opções do mercado você encontra aqui.

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Assento traseiro com fixação Isofix do 3008 Griffe modelo 2011 da Peugeot
Arquivo/Divulgação

“Os crash-tests feitos pelos institutos Latin NCAP e Euro NCAP mostram que o Isofix reduz o deslocamento do pescoço, ombros e coluna cervical”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora da Proteste, associação de defesa do consumidor.

Segundo o NHTSA (Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA), o uso do dispositivo reduz em até 40% o risco de lesão grave em crianças.

Desde 2008, a Lei da Cadeirinha estabelece que bebês e crianças só podem ser transportados em assentos infantis (de qualquer tipo) indicados segundo a faixa etária e o peso. Como reflexo, as mortes de menores de 10 anos caíram 23% no Brasil.

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Sem o Isofix ou Latch, o risco de as cadeirinhas se desprenderem é muito grande Arquivo

“A obrigatoriedade do Isofix reduzirá ainda mais o número de lesões graves e mortes de crianças”, diz José Ramalho, presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.

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O Inmetro certificou as cadeiras Isofix em 2014, mas mesmo assim é difícil encontrá-las, e seus preços ainda são altos – custam a partir de R$ 1.600.

“Há tecnologia no Brasil para produzir aqui o Isofix e creio que, em 2018, o consumidor encontrará o produto com mais facilidade e a um custo mais acessível”, diz Monique Schachter, gerente de produto das marcas Maxi-Cosi e Infanti, líderes do mercado de cadeirinhas.

COMO FUNCIONA O SISTEMA ISOFIX

Reprodução/Divulgação

A cadeirinha do tipo Isofix não é presa no cinto, mas em dois pontos de apoio soldados à estrutura do carro. Há ainda um terceiro ponto, que pode ser de fixação superior (top tether), atrás do encosto, ou uma perna de apoio.

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Cada garra de engate se encaixa num ponto de fixação. Depois, é só apertar o botão para soltá-lo.

QUAL A DIFERENÇA EM RELAÇÃO AO LATCH?

Reprodução/Divulgação

No Isofix, a fixação da cadeira é feita por dois terminais rígidos. Já o sistema Latch (padrão comum nos Estados Unidos) usa ganchos presos por tirantes flexíveis.

Como são necessários três pontos de ancoragem, o veículo precisa dispor obrigatoriamente do top tether. A certificação Isofix é mais rigorosa, pois contempla testes de colisão traseira e de capotagem.

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No Latch é necessário prender os ganchos e ajustar uma fivela para eliminar a folga das cintas. Essa etapa é dispensável no Isofix, pois os ganchos de engate são rígidos.

Ambos são mais seguros que a fixação no cinto de segurança.

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