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Correio técnico: o que muda nos carros com volante do lado direito?

As modificações para adaptar um veículo à mão inglesa vão muito além de reposicionar a coluna de direção

Por Redação - Atualizado em 27 set 2018, 17h25 - Publicado em 27 set 2018, 17h01
Na Tailândia, os carros adotam mão-inglesa Colin Dunjohn/Quatro Rodas

O que muda num carro com volante do lado direito?- Cristiane Garcia, Salvador (BA)

As diferenças variam entre cada modelo, mas as principais mudanças estão no posicionamento da caixa de direção e painel.

Porém, há detalhes que normalmente passam despercebidos por nós, como os limpadores de para-brisa, que são invertidos para priorizar a limpeza do campo de visão do motorista.

As modificações vão muito além da posição da coluna de direção Colin Dunjohn/Quatro Rodas

Ainda há modificações nos comandos do sistema multimídia e da abertura do porta-malas, por exemplo. Mas algumas mudanças não são tão bem-feitas.

A versão inglesa do C3 Picasso, por exemplo, sofreu recall porque era possível frear o carro apertando um ponto específico do assoalho do passageiro, acionando o mecanismo original de frenagem do veículo.

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Já no Chevrolet Omega importado o botão para abrir o porta-malas ficava dentro do porta-luvas, pois o sedã australiano tinha seus comandos projetados pensando no motorista do lado direito, e não esquerdo.

Toda a porção central do painel da nova Sprinter é simétrico Divulgação/Mercedes-Benz

Para evitar isso muitos modelos possuem os comandos do console central simétricos, especialmente veículos comerciais.

Apesar das grandes diferenças, em países como Inglaterra e França é permitido dirigir veículos com o volante “do lado errado”.

Mas mesmo nestes lugares é preciso fazer ajustes no carro, como mudança no facho assimétrico do farol – algo possível pelo próprio computador de bordo dos veículos mais modernos.

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