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Como a chave presencial e as portas abertas podem esgotar a bateria do seu carro

Entenda por que manter o veículo destravado ou com a chave por perto impede acelerando a descarga das baterias

Por João Vitor Ferreira
28 dez 2025, 15h02 •
Correio
Chave presencial do Livina X Gear 1.8 16V, modelo 2009 da Nissan, durante teste da revista Quatro Rodas. (Marco de Bari/Quatro Rodas)
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  • É verdade que portas destravadas e chave presencial consomem a bateria do carro?

    Eduardo Machado, Campo Grande (MS)

    A evolução tecnológica dos veículos modernos trouxe conveniência, mas também uma demanda energética sem precedentes.

    Muitos motoristas têm o hábito de deixar o carro destravado em garagens fechadas ou manter a chave presencial pendurada próxima ao veículo. O que parece inofensivo, porém, é um convite para o esgotamento precoce da bateria e pode deixar o proprietário na mão na hora da partida.

    O “cérebro” que nunca dorme

    O motivo central para esse consumo excessivo é o estado de prontidão das ECUs (unidades de controle eletrônico). Quando o veículo não é devidamente trancado, o sistema interpreta que uma nova partida é iminente. Segundo o engenheiro Erwin Franieck, do Conselho Superior da SAE Brasil, essas unidades permanecem ativas, aguardando um comando rápido de ignição em vez de entrarem no modo de “hibernação”.

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    Além do processamento das centrais, outros sistemas periféricos continuam drenando carga. “Na verdade, os veículos atuais têm uma série de sistemas que ficam ligados caso não sejam travados finalmente. Desde a disponibilidade de energia para diversos pontos no veículos, como é o caso de um carregador de celular, ou o monitoramento dos sensores e atuadores”, afirma o engenheiro. É como manter um computador em modo de espera (stand-by) em vez de desligá-lo completamente.

    O perigo da proximidade

    VW GOLF GTI
    Chave presencial do VW Golf GTI (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Para quem utiliza chave presencial, o cuidado deve ser redobrado. O sistema funciona através de uma comunicação constante entre o transponder da chave e as antenas do veículo. Se a chave for deixada em um raio de alcance muito curto — como em uma bancada ao lado da garagem —, a conexão permanecerá ativa.

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    Essa troca de dados contínua gera um efeito cascata:

    • Dreno no veículo: o sistema de imobilizador e as antenas de recepção não cessam a busca pelo sinal.

    • Dreno na chave: a bateria interna da chave consome energia para manter o link de rádio frequência.

    Como garantir a durabilidade

    Para evitar surpresas, a recomendação técnica é deixar o  carro sempre travado, mesmo em ambientes seguros. Ao acionar a trava pelo controle, o sistema recebe o comando para iniciar o desligamento gradual dos módulos eletrônicos, reduzindo o consumo de corrente para níveis mínimos.

    Além disso, manter a chave a uma distância segura do veículo ou em embalagem plástica com alumínio garante que ambos os sistemas “descansem”, preservando a vida útil das baterias.

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